Dólar sobe com Previdência e realocação de ativos no foco


O dólar subiu até uma máxima em R$ 3,7632 (+0,26%) na manhã desta sexta-feira (1º), depois de ter iniciado a primeira sessão de março com viés de baixa. Investidores voltam a assumir posições defensivas, após a moeda americana já ter subido na véspera em meio à cautela com a reforma da Previdência e antes do fim de semana prolongado. Por causa do carnaval, os mercados locais ficarão fechados de segunda-feira, 4, até a manhã de Quarta-feira de Cinzas (6).

Às 9h29min desta sexta, o dólar à vista subia 0,21%, a R$ 3,7607. O dólar futuro para abril estava em alta de 0,25% neste mesmo horário, a R$ 3,7675.

Desanimam o investidor a possibilidade admitida na quinta-feira (28) pelo presidente Jair Bolsonaro, de que poderá aceitar reduzir de 62 anos para 60 anos a idade mínima de aposentadoria das mulheres, mudar o benefício de assistência social para idosos miseráveis e as regras de pensão por morte. Pegou mal o presidente acenar com mudanças antes mesmo do início da tramitação do projeto na Câmara. A instalação da CCJ deve ocorrer só depois do carnaval e depende disso o início da tramitação do texto na Casa.

Também pesa a perspectiva de que, em breve, poderá ocorrer uma realocação de portfólio por investidores estrangeiros decorrente da decisão do provedor de índices MSCI de quadruplicar de 5% para 20% o peso de ações de empresas da China em seu influente índice de mercados emergentes, em três etapas este ano. Com isso, aumenta a possibilidade de saídas de investidores estrangeiros do Brasil.

Segundo Chin Ping Chia, chefe de pesquisas para Ásia e Pacífico do MSCI, a decisão deverá atrair cerca de US$ 80 bilhões em novos fluxos estrangeiros para os mercados acionários da China, que têm valor estimado em US$ 6,7 trilhões.

No mercado de moedas emergentes no exterior, às 9h26, o dólar tinha alta de 0,52% ante o real e destoava do ligeiros ganho ou da queda majoritária mostrada pela divisa americana em relação a outras moedas de países emergentes exportadores de commodities. Lá fora, há expectativas positivas sobre as negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China.

No entanto, o índice do dólar (DXY) opera com viés de alta frente as moedas principais, após o PMI industrial da China continuar na zona de contração, abaixo de 50 pontos, e também os da zona do euro e do Reino Unido mostrarem quedas mais cedo hoje, porém, dentro do esperado. E há um compasso de espera ainda por vários dados de atividade dos Estados Unidos. A grande dúvida é se esses novos números poderão ou não ajudar a ampliar a preocupação recente dos investidores com a desaceleração da economia global.



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