Empresária transforma necessidade familiar em novo negócio


Manter o espírito empreendedor exige uma boa capacidade de adaptação. Em alguns casos, pode até mesmo levar à reinvenção completa. Foi o que aconteceu com Eliane Patricia Schutz Cardoso, proprietária da Lelê Kids, localizada em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Formada em Administração de Empresas – o que lhe forneceu a base técnica para trocar de empreendimento, a empresária é mãe de Maria Letícia, 13 anos, e Lucas, 4 anos, ambos adotados.

Eliane transformou uma necessidade familiar no motivo para começar um novo negócio. A família tinha uma revenda de ferramentas para a indústria metalmecânica na zona Norte de Porto Alegre. Ela já morava em Viamão, e a rotina de ir e voltar diariamente não era nenhum problema. Visitava indústrias, percorria as linhas de montagem. A empresa do pai começou quando ela tinha 6 anos. « Sempre fui vendedora », recorda.

Maria Letícia, a Lelê, foi adotada alguns dias depois de nascida. « A partir dali, minha vida mudou completamente ». A pequena tem problemas cognitivos, e a questão da inclusão sempre foi uma busca da família. Quando a menina completou 6 anos, precisou ir para uma escola de Ensino Fundamental. Eliane não encontrou, em Porto Alegre, escolas que recebessem Maria Letícia de forma inclusiva.

Foi então que ela começou a estudar em uma escola em Viamão, e a logística com a empresa de ferramentas na Capital ficou complicada. Eliane, que nunca havia pensado em trabalhar com roupas infantis, acredita nas « coincidências » da vida. Procurando uma roupa para o aniversário da filha em Porto Alegre, pois não encontrava lojas infantis com um perfil que se encaixava no da sua filha, percebeu que poderia colocar um negócio em Viamão. « Vi a necessidade de ter uma roupa infantil na cidade », afirma, o que a levou a decidir trocar de ramo.

E assim surgiu a Lelê Kids, atendendo de 0 a 16 anos, em um espaço que ficava próximo à escola da filha, o que permitia a empresária cuidar do negócio e estar perto da pequena.

Foi sua primeira loja. Depois de dois anos, a menina precisou trocar de escola. Eliane, então, abriu a segunda loja, em um ponto mais próximo da nova instituição de ensino da Lelê.

Um dos serviços da empresa, ressalta Eliane, é a Malinha Lelê Kids, que existe desde o início do negócio. Surgiu com a primeira loja. As amigas pediam a mala por comodidade. E como Viamão tem um espírito de interior, o « condicional », que é a roupa experimentada para ser provada em casa, é muito forte. Eliane começou com duas malas, hoje são 22. « Entre 10 e 15 malas estão sempre na rua ».

Conforme a empresária, 80% do público é de Porto Alegre, o restante, da Região Metropolitana. A mala é personalizada de acordo com a idade e o estilo da criança. Em algumas semanas Eliane vai começar a comercializar roupas a partir de 1 ano até 16 anos. Algo bem adaptável, como exigido pelo espírito empreendedor.



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