Bolsas da Europa fecham em queda, após sinais do BCE


As bolsas europeias fecharam em queda nesta quinta-feira, 7, em dia de atenção aos sinais do Banco Central Europeu (BCE). Os mercados acionários chegaram a reduzir perdas após o BCE manter juros e afirmar que eles seguirão no patamar atual ao menos até o fim de 2019, mas voltaram a piorar com outros anúncios da instituição.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,43%, em 373,88 pontos.

O BCE manteve a taxa básica de juros, como esperado, mas cortou projeções de crescimento e inflação da zona do euro. Além disso, lançou nova rodada de refinanciamentos para bancos (TLTRO, na sigla em inglês), a fim de apoiar o crédito. Consultorias, porém, viram espaço limitado para grandes avanços no crédito, no contexto de desaceleração econômica, e ações de bancos foram penalizadas.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em baixa de 0,53%, a 7.157,55 pontos. As perdas foram lideradas pela mineradora de aço Evraz, que caiu 4,79%, e pela construtora Persimmon, que recuou 7,52%, ambas após a divulgação de resultados.

Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,60%, a 11.517,80 pontos. O setor bancário pressionou a bolsa alemã após o corte na projeção de crescimento da zona do euro de 1,7% para 1,1% em 2019 pelo BCE. O Deutsche Bank perdeu 5,13%, liderando as performances negativas do pregão, seguido pela Covestro, que caiu 4,43%.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 teve queda de 0,39%, a 5.267,92 pontos. O Société Generale, um dos maiores bancos da Europa, perdeu 4,32%, enquanto o BNP Paribas caiu 3,38%.

O índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, recuou 0,74%, a 20.697,56 pontos, com o UBI Banca perdendo 4,98%, liderando as perdas do dia. O FinecoBank também caiu, recuando 1,8%.

Em Madri, o índice IBEX-35 teve baixa de 0,50%, a 9.249,90 pontos. O Banco de Sabadell caiu 7,25%, o Bankia perdeu 5,33% e o Santander recuou 3,51%.

Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 caiu 1,09%, a 5.239,81 pontos. O Banco Comercial Português liderou as perdas, recuando 5,12%, seguido pelo Altri, conglomerado português de produção de pasta de eucalipto e gestão florestal que recuou 2,25%. 



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