Dólar à vista recua e abre em baixa no mercado à vista


O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (8) em baixa no mercado à vista, se ajustando à queda do índice do dólar DXY no exterior e precificando uma realização de ganhos no câmbio. Na quinta-feira (7) a divisa americana fechou no pico do ano, em R$ 3,8837, e zerou as perdas acumuladas no período, já reagindo ao temor sobre a desaceleração global e com a reforma da Previdência.

Às 9h30min, o dólar à vista estava em baixa de 0,20%, a R$ 3,8773. O dólar futuro para abril subia 0,15% neste mesmo horário, aos R$ 3,8810.

Na manhã desta sexta, o dólar perdeu terreno frente outras moedas fortes, em meio a preocupações com a economia da China e suas negociações comerciais com os EUA e à espera do relatório de emprego do mercado americano, o chamado « payroll » (10h30). A mediana de pesquisa realizada pelo Projeções Broadcast indica que os EUA criaram 185 mil postos de trabalho no mês passado.

Nesta madrugada, a China divulgou queda muito maior do que se previa nas exportações de fevereiro, de 20,7% em relação a igual mês do ano passado. O embaixador dos EUA para a China, Terry Branstad, disse em entrevista ao Wall Street Journal que um acordo comercial entre os dois países não é iminente e que as recentes discussões bilaterais foram « longas e difíceis ».

O euro também tenta se recuperar das fortes perdas desta quinta-feira, quando foi pressionado pela decisão do Banco Central Europeu (BCE) de adotar novas medidas de estímulo monetário e cortar fortemente suas projeções de crescimento da zona do euro.

No caso do dólar futuro para abril, a abertura foi em leve baixa, porém, esse contrato se fortaleceu levemente e subia mais cedo. Porém, segundo operadores, trata-se apenas de um ajuste, uma vez que encerrou a sessão anterior valendo menos do que o dólar à vista, o que não é habitual. O dólar abril encerrou a R$ 3,8770 ontem.

No radar está também a reforma da Previdência e os entraves à instalação das comissões na Câmara. O líder do governo, major Vitor Hugo (PSL-GO), disse na quinta-feira que as disputas entre os partidos pelo comando das comissões ainda deverá se arrastar por mais duas ou três semanas.

Sem as comissões em funcionamento, como a de Constituição e Justiça, resta aos deputados votarem projetos que já estão no plenário da Casa. O problema é que, propostas importantes, como a reforma da Previdência, estão estagnadas.



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