Euro recua com medidas do BCE e dólar se fortalece em geral


O mercado cambial nesta quinta-feira (7), foi marcado pela desvalorização do euro, penalizado após medidas do Banco Central Europeu (BCE), que cortou projeções de crescimento econômico e inflação na zona do euro. Com a moeda comum mais fraca, o dólar se fortaleceu em geral, inclusive diante de moedas de países emergentes e commodities, notadamente o peso argentino. A moeda japonesa, por sua vez, foi apoiada pela maior busca por segurança.

No fim da tarde em Nova Iorque, o dólar caía a 111,62 ienes, o euro recuava a US$ 1,1182 e a libra tinha baixa a US$ 1,3076.

O euro recuou diante da piora nas perspectivas econômicas para a região e também das medidas de estímulo do BCE, que lançou uma nova rodada de Operações de Refinanciamento de Prazo mais Longo Direcionadas (TLTROs, na sigla em inglês), entre setembro deste ano e março de 2021. As medidas pressionaram o euro, mas alguns analistas viram o BCE sem munição suficiente para reverter um quadro de perda de fôlego econômico.

O novo sinal negativo para o crescimento global levou a uma maior busca por segurança, fortalecendo o dólar diante de moedas de países emergentes e ligados a commodities. O peso argentino foi especialmente pressionado, também diante dos desequilíbrios econômicos do país, que enfrenta alta inflação, recessão e dificuldades do governo do presidente Mauricio Macri para conduzir um ajuste nas contas públicas em ano eleitoral. No fim da tarde, o dólar avançava a 42,4873 pesos argentinos.

Ante outras moedas fortes, o dólar operava com sinal misto, antes da decisão do BCE. Com o enfraquecimento do euro, a divisa americana ganhou fôlego, levando o índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de outras moedas fortes, a atingir máximas desde novembro.



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