Audiência aborda licença para lavra de carvão


A discussão sobre a prática da mineração, que sempre gera um acirrado debate, voltará ao palco no Rio Grande do Sul nesta semana. Está marcada para quinta-feira a audiência pública para tratar do processo de licenciamento ambiental prévio de lavra de carvão no município de Eldorado do Sul. O encontro será realizado às 18h, no Clube Tiradentes, situado na Avenida Bento Gonçalves, nº 670, em Charqueadas.

A mina para qual foi solicitada a licença é a Guaíba (que apesar do nome encontra-se entre Eldorado do Sul e Charqueadas) e será utilizada para o abastecimento do complexo carboquímico que o grupo Copelmi pretende instalar na região do Baixo Jacuí. A meta da empresa gaúcha é produzir gás natural sintético (GNS) a partir do carvão. A mina Guaíba registra 200 milhões de toneladas do mineral disponíveis para atender à demanda do empreendimento da companhia. O investimento na materialização desse complexo carboquímico é calculado em torno de US$ 1,3 bilhão, para uma geração de cerca de 2 milhões de metros cúbicos diários de gás. O insumo pode ser aproveitado para gerar produtos como ureia e amônia e substituir o gás natural que hoje o Rio Grande do Sul importa da Bolívia.

O secretário do Meio Ambiente e Infraestrutura, Artur Lemos, destaca que a audiência pública é um instrumento que dá transparência ao processo e permite à sociedade tomar conhecimento sobre a atividade. O dirigente espera que a comunidade da cidade que sedia o evento e do seu entorno compareça no maior número possível. Lemos comenta que ainda há muito desconhecimento sobre a tema e já houve manifestações apontando que iniciativas como essa poderiam acarretar fatos como o rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais.

« Não, em absoluto, primeiro porque é um empreendimento que não utilizará barragens, é uma situação totalmente diferente », enfatiza. Conforme Lemos, o que aconteceu em Brumadinho não afetará processos de licenciamento na área de mineração, pois há um grande componente de tecnicidade nesses procedimentos. Porém, o secretário admite que a tragédia em Minas Gerais poderá acirrar ânimos nos debates entre quem é contrário e favorável ao projeto.

 



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