Bolsa cai 0,20% e dólar recua para R$ 3,8148


Bolsa e dólar fecharam em queda nesta terça-feira de compasso de espera pelo início da tramitação da reforma da Previdência no Congresso, nesta quarta-feira. No exterior, as principais moedas emergentes se valorizaram ante o dólar, enquanto os principais índices operaram sem direção definida.

O Ibovespa, principal índice acionário do País, recuou 0,20%, a 97.828 pontos. O giro financeiro foi de R$ 12,905 bilhões. O movimento de ontem pode ser lido como realização de lucros, quando investidores aproveitam uma alta recente – mais de 4% em três sessões de ganhos – para vender ações e lucrar.

Nesta quarta-feira, deverá ser instalada a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na Câmara, a primeira etapa de tramitação da reforma da Previdência. As novas regras para a aposentadoria são o principal foco do mercado financeiro.

Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, quedas mais representativas estiveram entre as do setor financeiro, como Banco do Brasil ON, que caiu 0,61%. Os papéis da Petrobras terminaram o dia com perdas de 1,66% (ON) e de 0,90% (PN), relacionadas à correção das altas da véspera. A petroleira concluiu ontem captação com emissão de bônus, sendo US$ 2,25 bilhões com a colocação de novos papéis com vencimento em 2049 e US$ 750 milhões por meio da reabertura de bônus 2029. Segundo fontes, a companhia pode ampliar a captação em US$ 1 bilhão, devido à elevada demanda pelos papéis, que supera os US$ 10 bilhões.

No exterior, o dia foi pautado pela nova votação no Parlamento Britânico sobre o Brexit (a saída do Reino Unido da União Europeia), que, após o fechamento do mercado, foi mais uma vez rejeitado. As bolsas estrangeiras operaram sem direção definida.

O dólar registrou a terceira queda consecutiva ontem e terminou em baixa de 0,68%, a R$ 3,8148. Operadores ressaltam que a desvalorização reflete o enfraquecimento da moeda americana no exterior, ante divisas fortes e de alguns emergentes, como o México, o otimismo com a tramitação da reforma da Previdência e a expectativa de que mais empresas acessem o mercado externo, após a Petrobras captar nesta terça-feira US$ 3 bilhões, com demanda pelos papéis chegando a US$ 10 bilhões. Há ainda a possibilidade de fluxo extra de recursos externos com o leilão de 12 aeroportos na B3 na sexta-feira, que atraiu, entre os interessados em dar o lance, grupos da Suíça, Espanha, França e Alemanha.

Na avaliação do economista-chefe do banco francês BNP Paribas para América Latina, José Carlos Faria, o dólar pode cair a R$ 3,25 no final do ano com a aprovação da nova Previdência e um ambiente externo que deve ser marcado este ano por baixos juros nos países desenvolvidos, o que ajuda a atrair capital para o Brasil. O economista vê o dólar se enfraquecendo este ano na economia mundial, por conta da desaceleração esperada para o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA este ano. « Temos situação confortável no balanço de pagamentos e acreditamos que o câmbio está subvalorizado », disse ele. Para a Previdência, ela espera aprovação até outubro do texto no Congresso.



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