Dólar tem 3ª queda seguida por otimismo com Previdência e expectativa de fluxo


O dólar registrou a terceira queda consecutiva nesta terça-feira, 12, e terminou em baixa de 0,68%, a R$ 3,8148. Operadores ressaltam que a desvalorização reflete o enfraquecimento da moeda americana no exterior, ante divisas fortes e de alguns emergentes, como o México, o otimismo com a tramitação da reforma da Previdência e a expectativa de que mais empresas acessem o mercado externo, após a Petrobras captar nesta terça US$ 3 bilhões, com demanda pelos papéis chegando a US$ 10 bilhões.

Há ainda a possibilidade de fluxo extra de recursos externos com o leilão de 12 aeroportos na B3 na sexta-feira (15), que atraiu, entre os interessados em dar o lance, grupos da Suíça, Espanha, França e Alemanha.

No noticiário sobre a Previdência, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta terça que a proposta da reforma da Previdência pode ser votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara entre os dias 27 e 28 deste mês. A CCJ deve ser instalada nesta quarta-feira (13) e é o primeiro passo da tramitação da Previdência. Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que « acredita ser possível » votar a reforma ainda no primeiro semestre e que « desta vez a reforma vai ter a agilidade que merece ».

Na avaliação do economista-chefe do banco francês BNP Paribas para América Latina, José Carlos Faria, o dólar pode cair a R$ 3,25 no final do ano com a aprovação da Nova Previdência e um ambiente externo que deve ser marcado este ano por baixos juros nos países desenvolvidos, o que ajuda a atrair capital para o Brasil. O economista vê o dólar se enfraquecendo este ano na economia mundial, por conta da desaceleração esperada para o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA este ano.

« Temos situação confortável no balanço de pagamentos e acreditamos que o câmbio está subvalorizado », disse ele. Para a Previdência, ela espera aprovação até outubro do texto no Congresso.

No exterior, o dólar caiu em relação ao euro e a divisas de emergentes, como as da Rússia (-0,42%), México (-0,51%) e Colômbia (-0,90%). Dados mais fracos que o esperado da inflação ao consumidor dos Estados Unidos em fevereiro contribuíram para o enfraquecimento da moeda. Na Europa, a expectativa ao longo do dia pela votação da nova proposta de acordo de saída do Reino Unido da União Europeia, derrotada no final da tarde por ampla diferença de 149 votos, fez a libra cair forte.



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