Dólar oscila em sintonia com exterior mas reduz perdas de olho em queda do IBC-BR


O dólar reduziu por volta das 9h50min desta segunda-feira (18), a queda registrada desde os primeiros negócios, sob influência do IBC-BR de janeiro, cuja queda de 0,41% ante dezembro foi pior do que a mediana das projeções do mercado. Ainda assim, a taxa de câmbio segue em baixa e é influenciada pelo dólar fraco no exterior em meio a expectativas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) mantenha seus juros básicos inalterados no encontro desta terça e quarta-feira (19 e 20).

Após avançar 0,21% em dezembro (dado revisado), a economia brasileira teve baixa em janeiro de 2019. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,41% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal. 

Às 10h28min desta segunda-feira, o dólar à vista subia 0,1%, aos R$ 3,824.

Investidores estão na expectativa nesta semana pelas decisões de juros do Copom e do Federal Reserve em reuniões que começam nesta terça (19) e terminam nesta quarta-feira (20). Para as duas reuniões é esperada manutenção dos juros nos níveis atuais de 6,5% e na faixa de 2,25% a 2,50% ao ano, respectivamente. O presidente do Fed, Jerome Powell, concederá entrevista depois da reunião.

Após o BCE relaxar sua política na semana passada com empréstimos baratos a bancos, a expectativa é que o BC americano reduza suas projeções para futuros aumentos das taxas, assim como para o crescimento econômico dos EUA. Há também rumores de que o Fed planeja parar de reduzir seu balanço patrimonial, que é formado por quase US$ 3,8 trilhões em títulos.

Também há grande expectativa, no Brasil, pela apresentação do projeto de aposentadoria dos militares. A proposta deve ser entregue pela equipe econômica ao Congresso nesta quarta-feira (20). 

No radar desta segunda deve ficar o ministro da Economia, Paulo Guedes, que acompanha o presidente Jair Bolsonaro em viagem a Washington (EUA). Guedes reúne-se com o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross (12h15min), e com o representante comercial do país, Robert Lightizer (16h30min).

Brasil e EUA devem assinar nesta segunda o acordo que permite o uso comercial da base de Alcântara, no Maranhão. Nesta terça, Bolsonaro será recebido na Casa Branca pelo presidente dos EUA, Donald Trump. E o governo deve enviar ao Congresso até esta quarta a proposta que reformula a aposentadoria dos militares.



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