Cai a exigência de visto para quatro países



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2019-03-18 22:34:38

relaes internacionais


Edio impressa de 19/03/2019.
Alterada em 18/03 s 22h34min

Cai a exigncia de visto para quatro pases

Medida valer para fins tursticos, de negcios, esportivos ou artsticos

/NATHANMAC87/VISUAL HUNT/JC

O decreto do presidente Jair Bolsonaro que dispensa visto de entrada no Brasil para turistas dos Estados Unidos, do Canadá, do Japão e da Austrália foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União ontem. A medida entra em vigor a partir do dia 17 de junho e foi preparada para coincidir com a visita oficial de Bolsonaro aos Estados Unidos.

De acordo com o texto, os turistas dos quatro países poderão permanecer no Brasil por um prazo de 90 dias, prorrogável por igual período, desde que não ultrapasse 180 dias em um ano. A dispensa de visto valerá para entrada no País para fins turísticos, de negócio, esportivos ou artísticos, sem intenção de estabelecer residência O decreto é assinado também pelos ministros Sérgio Moro (Justiça), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Marcelo Álvaro Antônio (Turismo).

A medida é unilateral, sem previsão de reciprocidade – como é habitual nesses casos – e valerá apenas para a vinda de cidadãos desses quatro países. A mudança já havia sido definida por um grupo de trabalho temático sobre turismo durante a transição governamental, entre o início de novembro e o fim de dezembro do ano passado. Os mesmos países escolhidos pelo governo Bolsonaro já haviam sido isentos da necessidade de visto para as Olimpíadas

Rio-2016, temporariamente.

Um documento produzido pelo gabinete do chanceler Ernesto Araújo contendo propostas de medidas para os 100 primeiros dias de governo apontava que Estados Unidos e Canadá deveriam ter isenção de vistos por emitirem « grande volume de turistas ».

A reportagem ouviu de um integrante do Ministério do Turismo que um dos motivos para a decisão foi o diagnóstico de que a indústria hoteleira do País está ociosa. Em janeiro, o ministro do Turismo disse que a medida poderia atrair mais visitantes ao Brasil no curto prazo. « São países com risco imigratório baixo, ótimos em turistas, bons emissores de gastos e que não têm problemas consulares. Nossa expectativa é potencializar o turismo e, consequentemente, a geração de emprego e renda no Brasil », afirmou o ministro na ocasião.

Na semana passada, o chanceler Araújo disse que governo se preparava para negociar com os Estados Unidos o fim da exigência de vistos para cidadãos brasileiros que visitam aquele país. A medida seria uma contrapartida à decisão unilateral tomada pelo Brasil de liberar o ingresso de norte-americanos, canadenses, australianos e japoneses no Brasil. « No momento, queremos fazer esse caminho de lá para cá, em benefício de nosso mercado de turismo. A isenção de visto para esses quatro países pode gerar uma receita adicional de vários bilhões de reais », afirmou Araújo.

Segundo o chanceler, além da isenção de visto, a ideia é conversar com autoridades norte-americanas sobre o tratamento dado a brasileiros que entram nos EUA. Há vários casos em que, mesmo com a documentação complementar regular, o cidadão é mandado de volta para o Brasil. « Vamos trabalhar para que isso diminua ao máximo. Vamos manter um diálogo consular, para que não haja discriminação e desrespeito. Os turistas brasileiros estão entre os que mais gastam nos EUA. Tenho certeza que o atual clima político vai facilitar esse tipo de ação », destacou.

 

Guedes diz que comrcio com
os americanos deve aumentar

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que « o Brasil tem que comercializar com todo mundo, e vamos em frente com os EUA », ressaltando que as exportaes e as importaes com a maior economia do planeta devem aumentar. « Houve um desinteresse com um parceiro extraordinrio que est do nosso lado, e isso se agudizou no governo do PT. Vamos mudar isso », comentou Guedes.

Na avaliao do ministro da Economia, as conversas comerciais ocorrem com todos os pases, pois « a essncia o ganha-ganha ». Guedes destacou que « no haver reduo comercial com a China », que o principal parceiro global do Brasil. Em Washington, junto comitiva do presidente Jair Bolsonaro, Guedes afirmou que o Brasil no reduzir o comrcio com a China. Alinhando-se mais ala pragmtica do governo Bolsonaro em relao China, percebida por alguns como ameaa estratgica, Guedes afirmou que o Brasil quer fazer comrcio com todos os pases, e tambm aumentar o relacionamento econmico com os EUA.

O governo norte-americano vem pressionando vrios pases a vetarem a compra de equipamentos da chinesa Huawei, que consideram uma ameaa segurana. Austrlia e Nova Zelndia j cederam aos EUA e vetaram a empresa chinesa. Autoridades norte-americanas tambm falaram com o Brasil sobre o assunto. Mas, na rea econmica, no existe a deciso de barrar nenhuma empresa.

« No precisamos reduzir a exposio China, precisamos comercializar com todo mundo », disse. Entendimento na rea econmica de que importante ter igualdade de condies entre os pases para competir, e o Brasil se alinha a democracias liberais capitalistas, mas est aberto a fazer comrcio com todo mundo.

Guedes afirmou que o objetivo aumentar exportaes de ao e autopeas para os EUA. Vendas de ao aos norte-americanos esto sujeitas a uma cota desde o ano passado, e autopeas podem ser alvo de tarifas em breve. O ministro da Economia est em Washington como parte da comitiva do presidente Bolsonaro, que se rene com o presidente Donald Trump hoje.

Pas precisa de investimentos, afirma Tereza Cristina

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que a expanso da fronteira agrcola em Mato Grosso, Piau e Bahia ocorre com sucesso. « Mas o Pas precisa de investimentos em infraestrutura para ampliar agricultura e reduzir o custo Brasil », apontou. « Por exemplo, tabela de fretes em regime capitalista no pode existir. »

Na avaliao da ministra, o aumento substancial de investimentos em infraestrutura no Brasil levar expanso de reas de produo de algodo, soja e milho, alm de ampliar tambm os rebanhos. « Teremos um grande avano com segurana jurdica para investidores. »

Em uma palestra para empresrios, muitos deles norte-americanos, Tereza Cristina afirmou que, « com boas condies para produo, cuidado, porque vocs no seguram o Brasil ». A ministra acrescentou que o governo Jair Bolsonaro ampliar o acesso do Pas ao mundo. « O Brasil ser aberto daqui para l e de l para c. » O evento foi promovido pela US Chamber of Commerce.

Tereza Cristina destacou que o retorno das exportaes de carne bovina brasileira aos Estados Unidos no assunto « de soluo pronta ». « No pretendemos levar daqui nenhuma posio fechada. Um dos temas principais ser o retorno das exportaes para os Estados Unidos, mas tambm no um assunto que esperamos levar daqui uma soluo pronta », disse, em vdeo publicado no Twitter do Ministrio da Agricultura.

Na manh de ontem, a ministra se reuniu com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, e hoje vai se encontrar com o secretrio de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, no Departamento de Agricultura.


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