Confiança do industrial gaúcho cai pelo segundo mês consecutivo, aponta Fiergs


A confiança da indústria gaúcha registrou, em março, a segunda queda seguida. Neste mês, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) – divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) – foi para 64 pontos, ante 66,8 pontos em fevereiro. Em janeiro de 2019, o indicador havia alcançado o maior patamar (67,1 pontos) desde abril de 2010.

Apesar da queda, a Fiergs destaca que o índice se mantém em patamar elevado, uma vez que o ICEI-RS varia de zero a 100 pontos, e valores acima de 50 indicam confiança.

« A confiança da indústria gaúcha passa por um movimento de acomodação natural após uma sequência de altas expressivas geradas pelo resultado eleitoral. Mas revela também alguma frustração com o desempenho da economia, além de incertezas em relação ao andamento das reformas tão necessárias para o País », avalia, em nota, o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.

O levantamento da Fiergs ainda aponta que o Índice de Condições Atuais (ICA) também registrou redução. Caiu 2,2 pontos em março na comparação com fevereiro, para 56,1. Porém, acima de 50, mostra que os empresários gaúchos percebem melhora nas condições atuais, avalia a entidade. 

A pesquisa ainda levantou os indicadores de expectativas para os próximos seis meses: o resultado permanece acima dos 50 pontos, mas caiu bastante na comparação com fevereiro. O Índice de Expectativas (IE) foi de 71 pontos para 67,9 este mês. Com relação à economia brasileira (IE-EB), passou de 70,7 para 67 pontos. Mesmo assim, a maioria dos empresários consultados, sete em cada dez, está otimista com o futuro da economia brasileira. Apenas 3,4% estão pessimistas.

O Índice de Expectativas sobre a própria empresa atingiu 68,4 pontos em março, contra 71,2 do mês anterior. « Apesar dos recuos, os resultados mostram que os empresários gaúchos ainda avaliam favoravelmente o momento atual e mais positivamente as expectativas futuras, cenário que projeta a retomada gradual da atividade industrial no estado ao longo do ano », observa Petry.

A pesquisa foi realizada com 205 empresas (47 pequenas, 76 médias e 82 grandes), entre 1º e 19 de março



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