Bolsas da Europa fecham sem sinal único, com EUA-China e Brexit no radar


As bolsas da Europa fecharam sem sinal único nesta sexta-feira, 5, com o tom positivo em relação às negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, a divulgação de bons dados da indústria alemã e também do payroll nos EUA de março, que mostrou criação de vagas em março substancialmente melhor do que em fevereiro. No radar, o novo pedido da primeira-ministra britânica, Theresa May, de extensão do prazo de saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit.

O índice pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,09%, aos 388,23 pontos e avançou 2,41% na semana.

Foram criados 196 mil empregos em março, nos EUA, de acordo com o Departamento do Trabalho do país, valor bem acima das 33 mil vagas criadas no mês anterior. O dado deu ânimo aos mercados europeus, embora, na avaliação do economista-chefe de EUA da Capital Economics, Paul Ashworth, o fato da média móvel de três meses do indicador estar no pior nível dos últimos 15 meses, em 180 mil, é um sinal claro de que « a economia americana está desacelerando ».

Ainda nos EUA, as negociações comerciais com a China acabaram sem grandes novidades em relação a quinta-feira. Havia rumores de que o presidente americano, Donald Trump, pudesse anunciar a data para o encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, o que significaria que um acordo estaria muito próximo de ser assinado, mas isso não ocorreu. Trump, no entanto, sinalizou que saberá se um acordo será firmado nas próximas quatro semanas, enquanto Xi disse querer um pacto comercial « o mais rápido possível ».

De volta à Europa, a produção industrial da Alemanha cresceu 0,7% em fevereiro, surpreendendo os analistas, que previam alta menor, de 0,5%. Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX subiu 0,18%, ultrapassando a marca simbólica dos 12 mil pontos, a 12.009,75 pontos, e saltou 4,20% na semana. A melhor performance do dia, lá, foi da fabricante de cimento HeidelbergCement, que subiu 1,70%.

No Reino Unido, a primeira-ministra Theresa May, escreveu ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, para solicitar um novo adiamento do Brexit, desta vez até o dia 30 de junho, aumentando as incertezas em relação ao processo. Na semana que vem, o Conselho Europeu fará uma reunião de emergência na quarta-feira para decidir sobre a extensão. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,61%, aos 7.446,87 pontos, com ganho semanal de 2,30%. Chama atenção a gigante do setor imobiliário Hammerson, que caiu 1,6% após os bancos de investimentos Jefferies e Stifel terem cortado o preço-alvo das ações da companhia e terem trocado a recomendação para « venda ».

Na bolsa de Paris, o índice CAC 40 subiu 0,23%, aos 5.476,20 pontos, com ganho semanal de 2,35%, em um movimento similar ao da bolsa de Milão, cujo índice FTSE MIB avançou 0,24%, aos 21.758,61, com alta de 2,22% na semana. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,25%, aos 9.510,30 pontos, mas ganhou 2,92% na semana, enquanto em Lisboa o PSI 20 recuou 0,16%, aos 5.309,40 pontos, mas avançou 1,97% na semana.



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