Dólar sobe ante rivais com dado de emprego nos EUA


O dólar avançou em relação a outras moedas principais nesta quinta-feira (4), à medida que os investidores avaliaram os números bastante otimistas em relação ao mercado de trabalho dos Estados Unidos ao mesmo tempo em que a indústria alemã voltou a decepcionar os agentes do mercado. Nesse cenário, a aposta de que a moeda americana tende a se fortalecer voltou a imperar e ajudou a impulsionar o dólar, que, mesmo assim, se mostrou misto em relação a divisas de mercados emergentes.

Próximo ao horário de fechamento das bolsas em Nova Iorque, o dólar subia para 111,60 ienes, o euro recuava para US$ 1,1222 e a libra cedia para US$ 1,3075. Dado esse cenário, o índice DXY, que mede a moeda americana contra uma cesta de outras seis divisas principais, fechou o dia em alta de 0,22%, cotado a 97,308 pontos.

Embora com impacto moderado nos mercados de ações em Nova York, a questão comercial não se espalhou no mercado de câmbio nesta quinta-feira. O grande catalisador para a queda do euro veio da indústria da Alemanha, que novamente frustrou as expectativas dos investidores após a Destatis informar que as encomendas à indústria ignoraram as projeções de alta e sofreram um tombo de 4,2% entre janeiro e fevereiro. Ao mesmo tempo, O número de novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA atingiu o menor nível desde 6 de dezembro de 1969 e surpreendeu os mercados às vésperas da divulgação do relatório de empregos (payroll).

A mediana das 47 estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast indica que a criação de 20 mil vagas em fevereiro ficará para trás e, em março, haverá geração de 175 mil postos de trabalho. Economista-chefe da High Frequency Economics, Jim O’Sullivan apontou que os dados « acrescentam evidências de que a tendência no crescimento do emprego não diminuiu significativamente nos EUA ».

Com o enfraquecimento da indústria da Alemanha e o emprego em alta nos EUA, o dólar voltou a se fazer forte em relação a outras moedas principais. A tendência de valorização da moeda americana não vem de hoje. O JPMorgan indicou que aposta no dólar em relação ao euro e ao dólar australiano em um cenário de continuidade do enfraquecimento mundial, um apontamento que já se faz presente em outras instituições.

Além disso, o Barclays revisou sua estimativa de expansão anualizada do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA do primeiro trimestre de 1,7% para 2,1% devido à forte venda de veículos no período.



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