Com poucas notícias de destaque, Ibovespa tem pregão morno e recua 0,35%


O mercado acionário brasileiro teve uma quarta-feira (10), morna, com liquidez reduzida e poucas oscilações do Índice Bovespa. Embora o noticiário tivesse sido relativamente movimentado, não houve fato que, sozinho, se tornasse referência para os negócios. Assim, o Ibovespa teve alta pela manhã, mas perdeu fôlego e oscilou em leve baixa ao longo do dia. Ao final do pregão, marcou 95.953,45 pontos, com recuo de 0,35%. Os negócios somaram R$ 14,2 bilhões.

Entre os destaques do dia estiveram os discursos do ministro Paulo Guedes (Economia) e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que participaram de evento da XP Investimentos em Nova York. Os discursos foram considerados positivos no mercado, com a ressalva de que não chegaram a trazer grandes novidades.

Entre os principais pontos do discurso de Guedes esteve a previsão de que a meta de arrecadação com privatizações neste ano deve ser superada em 20% a 40%, com perspectiva de arrecadação de US$ 20 bilhões. « O ministro da Economia sabe que precisamos ir em outra direção, como Previdência e privatizações », disse Guedes. Ele também afirmou que a Caixa poderá fazer duas ou três ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) ainda neste ano. « Presidentes de bancos públicos sabem que precisam desalavancar e retornar recursos ao Tesouro », afirmou.

Os discursos otimistas da equipe econômica acabaram por favorecer ações do « kit privatização ». Banco do Brasil ON fechou em alta de 0,74%, enquanto Eletrobras ON e PNB ganharam 2,01% e 3,29%, respectivamente.

A exceção foi Petrobras, com quedas de 0,55% e 1,30%, no primeiro pregão após a esperada conclusão do acordo entre o governo e a estatal sobre a cessão onerosa. Pelo entendimento, a União pagará US$ 9,058 bilhões à Petrobras. O valor veio em linha com as previsões do mercado e, por isso mesmo, incentivou uma realização de lucros. Segundo analistas, o acordo já estava embutido nos preços das ações, que contabilizam ganhos superiores a 25% no acumulado de 2019. Essa alta, no entanto, está bastante alinhada à valorização dos preços do petróleo no mercado internacional no mesmo período.



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