Dólar recua ante outras moedas fortes, em dia de CPI, ata do Fed e BCE


O dólar recuou ante outras moedas fortes nesta quarta-feira (10), em um dia de agenda cheia nos mercados internacionais, marcado pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e pela decisão do Banco Central Europeu (BCE), que manteve a política monetária.

No fim da tarde em Nova Iorque, o dólar recuava a 110,95 ienes, o euro avançava a US$ 1,1276 e a libra tinha alta a US$ 1,3099. O índice DXY, que mede o dólar contra uma cesta de outras seis moedas fortes, caía 0,06%, a 96,943 pontos.

O CPI dos EUA subiu 0,4% em março ante fevereiro, acima da mediana da previsão dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,3%. Já o núcleo, que exclui alimentos e energia, avançou 0,1% no mês de março, quando os economistas esperavam ganho de 0,2%. O núcleo do CPI teve alta de 2,0% na comparação anual, ante expectativa de ganho de 2,1%.

Logo após o indicador de inflação, o dólar ganhou força ante outras divisas principais. Posteriormente, porém, ele perdeu fôlego, chegando a bater mínimas em relação ao iene e mostrando fraqueza diante de moedas de países emergentes e ligados a commodities.

No meio da tarde, o Fed divulgou a ata de sua última reunião. O documento mostrou que os dirigentes do banco central estão atentos a sinais de perda de fôlego econômico, mas em geral acham que isso pode ser transitório, com a inflação perto da meta e o mercado de trabalho aquecido. Analistas apontaram que o Fed sinalizou que pode manter os juros por ora, deixando a porta aberta para uma eventual alta mais à frente, embora em um cenário nebuloso na frente internacional. Após a divulgação da ata, o dólar reduziu sua queda contra rivais.

Já o euro chegou a perder força, após o Banco Central Europeu (BCE) manter a política monetária e afirmar que avaliará se será necessário mitigar o efeito sobre os bancos da zona do euro de sua taxa de juros negativa. Presidente do BCE, Mario Draghi afirmou que o assunto não foi discutido na reunião deste mês. Draghi ainda comentou que a probabilidade de recessão na zona do euro continua a ser baixa.

A libra, por sua vez, se fortaleceu, após a divulgação de dados da produção industrial do Reino Unido superiores à previsão dos analistas. Além disso, investidores continuaram a monitorar o processo de negociação da saída britânica da União Europeia, o Brexit. A premiê Theresa May sinalizou que pode aceitar uma longa extensão do Brexit, caso a UE insista, desde que exista a opção de uma saída mais rápida, caso o Parlamento britânico aprove os termos do acordo.



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