Dólar se fortalece após dados dos EUA, enquanto euro e peso argentino recuam


O dólar avançou ante outras moedas principais em geral nesta quinta-feira (17), apoiado por indicadores nos Estados Unidos que vieram acima da previsão dos analistas. O euro, por sua vez, mostrou fraqueza depois de dados abaixo do esperado na zona do euro, enquanto entre as divisas emergentes e commodities o peso argentino recuou, um dia após o governo do presidente Mauricio Macri anunciar medidas para tentar controlar a inflação, inclusive o congelamento de preços de alguns produtos básicos até o fim deste ano.

No fim da tarde em Nova Iorque, o dólar recuava a 111,93 ienes, o euro caía a US$ 1,1231 e a libra tinha queda a US$ 1,2989.

Na Europa, os índices de gerentes de compras da zona do euro e da indústria da Alemanha ficaram abaixo do esperado por analistas nas prévias de abril. O enfraquecimento da moeda comum acabou por apoiar o dólar e também o iene.

Além disso, no caso da divisa americana houve sinais positivos da economia dos EUA. As vendas no varejo no país cresceram 1,6% em março ante fevereiro, acima da previsão de alta de 1,0% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, enquanto os pedidos de auxílio-desemprego recuaram a 192 mil na semana, na mínima desde setembro de 1969 e contrariando a previsão de alta. Após os indicadores, alguns agentes passaram a prever crescimento maior do Produto Interno Bruto (PIB) americano no primeiro trimestre. O RBS, por exemplo, elevou sua projeção de 1,2% para 1,9%.

Na Argentina, o dia foi de feriado com mercados locais fechados. No pregão eletrônico, o peso recuou, um dia após as medidas de Macri para tentar controlar a inflação, que incluíram congelamento de preços de 60 produtos básicos no ano atual. O risco-país da Argentina, medido pelos Credit Default Swaps (CDS), atingiu a máxima desde 2016, enquanto os ativos argentinos negociados em Nova Iorque tiveram queda expressiva, com a leitura de que Macri teria « voltado às políticas da era Cristina Kirchner em uma tentativa de salvar suas perspectivas eleitorais », nas palavras da Eurasia. A consultoria ressalta que as medidas vão contra o aperto monetário em andamento e têm eficácia incerta. Em um quadro de recessão e preços em alta, Macri pretende tentar a reeleição no fim deste ano.



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