Ibovespa sobe 1,41% e dólar cai para R$ 3,9219


A espera pela votação da admissibilidade da proposta de reforma da Previdência foi otimista no mercado acionário brasileiro ontem. Apostando no avanço da matéria na CCJ da Câmara e numa melhora na capacidade de articulação do governo, o mercado manteve o Índice Bovespa em terreno positivo durante todo o pregão, para fechar em alta de 1,41%, aos 95.923,24 pontos. O cenário externo também colaborou, com os índices da bolsa de Nova York oscilando em patamares recordes, em meio a balanços corporativos positivos.

A melhora da percepção de risco se refletiu em quase todas as blue chips do mercado, mas especialmente nas do chamado « kit Brasil ». Foi o caso de Banco do Brasil ON, que subiu 2,01%, e de Eletrobras ON, com ganho de 3,37%.

Já os papéis da Petrobras mostraram recuperação de perdas recentes, ajudados pela alta dos preços do petróleo, mas principalmente pela decisão da empresa de promover alteração na forma de divulgar ajustes de preços da gasolina e do diesel, passando a registrar valor por ponto de venda, e não mais pela média do mercado. Ao final dos negócios, Petrobras ON e PN subiram 0,81% e 0,87%.

O dólar viveu uma sessão de extremos. Pela manhã, o dólar varou o teto de R$ 3,95 e correu até máxima de R$ 3,9638 (maior nível intraday desde 28 de março), insuflado pela alta global da moeda americana e pela postura defensiva dos agentes à espera da reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para votar a admissibilidade da reforma da Previdência. O fôlego altista começou a arrefecer à tarde, quando saiu a notícia de que o governo havia acertado os ponteiros com o Centrão em torno da retirada de ‘jabutis’ do texto da reforma e minguou de vez com o início da sessão do colegiado. Depois de descer até mínima de R$ 3,9142, o dólar à vista fechou a R$ 3,9219, em queda de 0,28%, na contramão da tendência de valorização da moeda americana ante outras divisas emergentes.

Depois de um giro reduzido na segunda, abaixo de US$ 10 bilhões, o volume de negócios no mercado futuro foi robusto nesta terça-feira e, às 17h27, superava US$ 18 bilhões. No mesmo horário, o dólar para maio era negociado a R$ 3,9200, queda de 0,47%. No mercado à vista, o volume somou US$ 2,58 bilhões.



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