Dólar sobe após PIB dos EUA e com reforma da Previdência no radar


O dólar renovou máxima no mercado doméstico nesta sexta-feira (26), reagindo ao crescimento anualizado de 3,2% do PIB dos EUA no primeiro trimestre, acima da previsão de +2,2% para a primeira leitura do dado. Nas máximas, o dólar à vista atingiu, pouco depois das 9h30min, R$ 3,9759 (+0,52%) e o dólar futuro de maio, R$ 3,9765 (+0,62%).

O dólar já operava em alta moderada antes da divulgação da leitura do PIB dos EUA do primeiro trimestre. Internamente, a participação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em evento realizado pela B3 e a Eurasia Group, em São Paulo, ficará no radar nesta manhã. Às 10h24min, moeda caía 0,31% a R$ 3,9424. 

Pesquisa realizada pelo Projeções Broadcast com 50 instituições financeiras apontava para uma aceleração no crescimento da economia dos EUA em relação a igual período de 2018. As apostas variavam entre 1,0% e 2,9%, com mediana de 2,2%, em base anualizada.

Economistas de instituições financeiras americanas avaliam que o Federal Reserve tende a reconhecer o crescimento econômico mais forte no país, mas deverá manter a taxa básica de juros inalterada na reunião de política monetária da próxima semana.

Nessa quinta-feira (25), após a rápida instalação da Comissão Especial da reforma da Previdência, a escolha do relator e presidente do colegiado e a divulgação dos dados que embasam a proposta do governo, o dólar perdeu força e terminou em queda de 0,78%, a R$ 3,9554, após ter iniciado a sessão acima dos R$ 4,000 e tocado em máxima a R$ 4,006, pressionado pelo exterior.

Ficou acertado ainda que a primeira reunião para debater a PEC da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara será no dia 7 de maio.

A reforma da Previdência segue no foco. Nesta sexta, o presidente da comissão especial na Câmara que trata do tema, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), disse que terá na terça-feira, dia 30, reunião com líderes partidários e que « nosso esforço é votar a reforma o mais rápido possível ». Ele disse ainda que a reforma da Previdência dos Estados tem que ser feita pelas próprias Unidades da Federação e que é favorável ao projeto, mas « com alguns ajustes ».

Na avaliação do Planalto e de seus aliados dentro do Congresso, pontos importantes como o regime de capitalização, tempo de contribuição, idade mínima e aposentadoria de professores, policiais e servidores públicos poderão ser alterados dentro da Comissão ou depois, pelo plenário.



Source link

A lire aussi

Laisser un commentaire