Produtores se reúnem em defesa da manutenção da Cotrijui


Um documento assinado pela Associação dos Credores, Amigos e Interessados no Soerguimento da Cotrijui (ACAISC) foi protocolado na sexta-feira (26) no Fórum de Ijuí, solicitando à Justiça para que seja convocada assembleia geral extraordinária para eleição de um Conselho de Gestão da Cooperativa, ficando nas mãos dos associados a definição dos rumos da instituição. Atualmente sob liminar, com direção nomeada pelo Judiciário para conduzir processo de liquidação, a Cotrijui acumula dívidas estimadas em R$ 1,8 bilhão (parte dos débitos é de não pagamento dos produtores).

O grupo de associados trabalha pela concretização de um plano de reestruturação da cooperativa. No encontro, estiveram presentes produtores de várias regiões do Estado, credores, deputados, prefeitos e vereadores de 20 municípios. Com seis mil associados ativos e capacidade estática de quase 1 milhão de toneladas, a instituição se encontrava em processo de autoliquidação desde 2014, alheio à intervenção judicial.

O documento determina um prazo de seis meses para que, juntamente com as assessorias jurídicas e técnicas da Ocergs/OCB seja confeccionado um plano reestruturação, revitalização e recuperação da Cotrijui e que ocorra a apresentação do balanço patrimonial, econômico e financeiro da Cooperativa.

Segundo o presidente da Associação de produtores e credores interessados na revitalização da Cotrijui, Edson Burmann, o processo em curso no Judiciário há 16 meses conta com pelo menos 1 mil assinaturas solicitando a revisão da liminar de liquidação da instituição, sem continuidade dos negócios.

« No entanto, o Judiciário se mantém insensível aos apelos e contestações dos produtores, alegando que o grupo se manteve ausente da cooperativa », reclama. Burmann destaca que os produtores « nunca estiveram ausentes da cooperativa ». « Consideramos que há muitos equívocos nas decisões do Judiciário », aponta e. Uma das manifestações da Justiça contestada pelo grupo seria o despacho de intervenção judicial a pedido da Chinatex Grains and Oils (H.K) Limited., que, segundo Burmann « não tem legalidade para solicitar esta ação ».



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