Balança tem superávit de R$ 6,061 bilhões em abril


A queda das importaes fez a balana comercial registrar o segundo melhor resultado da histria para meses de abril. No ms passado, o Pas exportou US$ 6,061 bilhes a mais do que importou em maro, alta de 2,3% em relao ao resultado positivo de US$ 5,922 bilhes de abril de 2018.

Esse foi o segundo melhor resultado da srie histrica para o ms, s perdendo para abril de 2017 (US$ 6,963 bilhes). Com o resultado de abril, a balana comercial – diferena entre exportaes e importaes – acumula supervit de US$ 16,576 bilhes nos quatro primeiros meses de 2019, valor 8,7% inferior ao do mesmo perodo do ano passado.

Em abril, as exportaes somaram US$ 19,689 bilhes, com leve queda de 0,1% em relao a abril de 2018 pelo critrio da mdia diria. As vendas de manufaturados subiram apenas 0,8% na comparao, com destaque para tubos flexveis de ferro ou ao (R$ 0 para R$ 148 milhes), mquinas e aparelhos agrcolas (208,3%), partes de motores e turbinas para aviao (116,9%) e torneiras, vlvulas e partes (99,7%).

As exportaes de produtos bsicos subiram 2,1% em relao ao mesmo ms do ano passado, com destaque para algodo bruto (145,2%), carne suna (51,4%) e carne bovina (48,1%). As vendas de semimanufaturados aumentaram 7,1%, puxadas pela alta nas exportaes de acar bruto (25,8%), celulose (25,2%) e ferro-ligas (23,7%). Apenas as operaes especiais, como consumo dentro de portos, registraram queda, puxando para baixo o desempenho das exportaes.

O principal fator para a queda do saldo comercial foram as importaes, que somaram US$ 13,628 bilhes, com retrao de 1,2% em relao a abril do ano passado pelo critrio da mdia diria. As compras de bens de capital (mquinas e equipamentos usados na produo) caram 10%.

As importaes de bens de consumo caram 6,6%. As compras de bens intermedirios recuaram 0,2%. Apenas a importao de combustveis e lubrificantes aumentaram 10,4% na mesma comparao, decorrente principalmente da valorizao do petrleo no mercado internacional.

A autoridade sanitria da ndia aprovou a primeira permisso de importao para carne de frango in natura brasileira, desde o acordo sanitrio firmado entre os dois pases, em 2008. O anncio foi feito pela ministra da Agricultura, Pecuria e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, na segunda-feira (29) e destacado nesta quinta-feira pelo presidente Jair Bolsonaro, em publicao na sua conta no Twitter.

De acordo com o Mapa, a carne de frango a protena animal mais consumida na ndia e estima-se que esse mercado v continuar crescendo a uma taxa de 7% a 8% ao ano. O incremento se deve aos novos padres de consumo moldados por maior urbanizao e pelo aumento da renda da classe mdia. A expectativa do governo brasileiro que as importaes indianas aumentem na medida da expanso do mercado.

Ainda assim, o consumo per capita de carne de frango na ndia ainda relativamente baixo, de apenas 3,5 quilos/ano. No Brasil, essa quantidade chega a 44,6 kg/ano, enquanto a mdia mundial fica em 11,9 kg/ano.

De acordo com o presidente da Associao Brasileira de Protena Animal (ABPA), Francisco Turra, as lideranas do setor trabalharam muito para alcanar o mercado indiano e esperam pelo seu crescimento. « Fizemos vrias misses para l. uma nao com 1,2 bilho de bocas e, praticamente, 400 mil j saram do vegetarianismo e esto consumindo protena animal. Mas consomem pouco. H, sem dvida, chance de crescer e melhorar, um mercado complicado, mas uma boa notcia », afirmou.

Turra explicou que o Brasil precisa continuar investindo na sanidade e fiscalizao para garantir a qualidade do produto e fidelizar os mercados internacionais. De acordo com ele, entretanto, o grande consumidor da carne de frango brasileira o mercado interno. Das 13 milhes de toneladas de protena produzidas ao ano no pas, 9 milhes de toneladas so consumidos aqui.

A partir da medida anunciada, todas as plantas frigorficas registradas no Servio de Inspeo Federal (SIF) podem exportar carne de frango in natura para a ndia, desde que observados os requisitos acordados.

No ano passado, os principais destinos da carne de frango brasileira foram Arbia Saudita (US$ 805 milhes), China (US$ 800 milhes) e Japo (US$ 722 milhes).



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