Cesta básica de Porto Alegre tem 3ª alta seguida em abril e vai a R$ 499,38


O custo da cesta básica de Porto Alegre, calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), subiu 4,14% em abril, e agora vale R$ 499,38. Este foi o terceiro aumento consecutivo – em fevereiro a alta foi de 1,88% e em março, de 6,57%. O aumento foi puxado pelo preço do tomate (43,46%) e pela banana (5%).

“Temos a questão do fim da safra do tomate e o clima adverso, com a questão das chuvas, que acabou diminuído a oferta, ocasionando o aumento”, explica a economista do Dieese Daniela Sandi. Apesar disso, ela estima que os preços devem normalizar os produtos in natura, como o feijão (-8,04%) e a batata (-1,46%), que tiveram diminuição no preço. « Nos últimos meses, o feijão teve forte aumento, também pela relação do clima com a redução da área plantada », explica Daniela. 

A pesquisa verificou alta da cesta em todas as capitais em abril – com Campo Grande (10,07%) e São Luís (7,10%) tendo as maiores elevações. Mesmo não estando entre os maiores aumentos do mês, Porto Alegre segue sendo uma das mais caras, atrás somente de São Paulo (R$ 522,05) e Rio de Janeiro (RS 515,58). As cestas mais baratas, em abril, eram as de Salvador (R$ 396,75) e Aracaju (R$ 404,68).

Para a pesquisadora do Dieese, o valor elevado do conjunto de alimentos básicos na Capital gaúcha pode ser influenciado por um conjunto de fatores, exemplificados pelo peso de alimentos como a carne e o tomate. Na questão da primeira, Daniela Sandi destaca que a produção de carne de qualidade no Estado aumenta as exportações do produto e a competitividade com o mercado internacional. Além disso, o consumo per capita de carne em Porto Alegre é maior do que em outras regiões. Já o preço do tomate tem relação com o valor o frete – pois o produto costuma vir da região Central do País. Em comparação com o Nordeste, por exemplo, as feiras de alimentos – que costumam apresentar barateamento dos preços – também possuem menor peso no Rio Grande do Sul.

Em relação ao poder poder de compra, a pesquisa do Dieese registrou que em abril, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica a partir de um salário mínimo foi de 100 horas e 32 minutos. Em março, a jornada foi calculada em 96 horas e 42 minutos. Em abril de 2018, quando o salário mínimo era de R$ 954,00, o tempo médio foi de 87 horas e 21 minutos.



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