Dólar passa a cair com articulação da reforma e euro forte


O dólar abriu esta quarta-feira (8) com viés de alta no mercado doméstico, mas passou a cair ante o real. O ajuste para baixo reflete influência da queda do índice do dólar (DXY) após o euro se fortalecer com a alta inesperada da produção industrial da Alemanha.

Internamente, há ainda uma realização de lucros, após a moeda americana apurar ganho acumulado de quase 3% frente o real em 30 dias até essa terça-feira (7). Investidores observam ainda sinais de melhora da articulação política. Na terça, o presidente Jair Bolsonaro cedeu à pressão do « Centrão » e recriou dois ministérios em troca de apoio à reforma da Previdência.

Às 9h36min desta quarta, o dólar à vista caía 0,69%, aos R$ 3,9419. O dólar futuro para junho recuava 0,73%, aos R$ 3,9505. Já às 10h26min, moeda à vista caía 0,80%, aos 3,9378 pontos.

 

Além disso, investidores olham o desfecho da reunião de Bolsonaro com 25 governadores e os presidentes do Senado e da Câmara, pela manhã. Após o encontro, o presidente do senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou que os governadores têm desejo concreto no apoio à reforma da Previdência. Segundo ele, « quando se fala de Previdência, precisamos falar de recursos a Estados e municípios. E para redistribuir recursos para Estados, a União precisa melhorar a arrecadação », afirmou.

O senador Major Olímpio (PSL-SP) disse que os governadores pedem distribuição dos recursos da cessão onerosa e redistribuição de fundos a Estados. Já o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), disse também que a retirada do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria rural da reforma da Previdência fará com que ela avance mais rápido.

No radar estão ainda a inflação pressionada (IGP-DI de abril de +0,90%, acima da mediana das projeções, de 0,83%) e a atividade econômica fraca no País. A produção industrial recuou em nove dos 15 locais pesquisados na passagem de fevereiro para março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Estado de São Paulo, maior parque industrial do País, registrou queda de 1,3%, a mesma variação verificada na média global da produção, que recuou 1,3% em março ante fevereiro, como informou o IBGE semana passada.



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