Fiscais agropecuários treinam com professor da Universidade da Carolina do Norte


Em uma parceria com a Universidade da Carolina do Norte, dos Estados Unidos, a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) promoveu, segunda e terça-feira, um treinamento sobre análise de redes de movimentação animal. A capacitação, que ocorreu na sede do Ministério da Agricultura, em Porto Alegre, envolveu 18 servidores que atuam na defesa sanitária animal, sendo 13 fiscais estaduais agropecuários, três técnicos de nível superior e dois auditores fiscais federais.

O ministrante do treinamento foi o médico veterinário Gustavo Machado, professor do Colégio de Medicina Veterinária da Universidade da Carolina do Norte. « A partir dos dados de movimentação animal no Rio Grande do Sul, é possível entender a dinâmica da população animal e também como as doenças se espalham », explica o especialista, referindo-se às GTAs – Guias de Trânsito Animal. Mestre e doutor em epidemiologia, Machado acrescenta que, em geral, 60% da disseminação de doenças ocorre por meio da movimentação animal.

« Por meio da análise de redes de movimentação animal é possível identificar padrões e intervir com ações de vigilância em áreas específicas », explica o fiscal estadual agropecuário Antonio Augusto Medeiros, da seção de Epidemiologia e Estatística da Seapdr. Presidente da Associação dos Fiscais Agropecuários do Rio Grande do Sul (Afagro), o veterinário ressalta que a capacitação irá qualificar o serviço oficial e também ajudar na tomada de decisão. Apesar de abranger o controle de todas as doenças, o treinamento é importante neste momento em que o Estado se prepara para a retirada da vacinação contra a febre aftosa.

Neste cenário em que o Estado se prepara para conquistar o status de livre da doença sem vacinação, a qualificação do sistema de vigilância chega em boa hora. « É fundamental para começarmos a trabalhar com inteligência e fundamentação no controle destas informações », avalia o fiscal estadual agropecuário, Francisco Lopes, chefe da Divisão de Controle e Informação Sanitária da Seapdr. A ideia é passar a utilizar o sistema de controle, que é gratuito, ainda este ano.



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