Bolsas de Nova Iorque fecham em baixa em meio a temores sobre acordo EUA-China


As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta quinta-feira (9), com os investidores preocupados com o futuro das relações comerciais sino-americanas, após agravamento das tensões entre as duas maiores economias do mundo.

Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em baixa de 0,54%, em 25.828,36 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,30%, em 2.870,00 pontos. O índice eletrônico Nasdaq caiu 0,41%, em 7.910,59 pontos.

Na quarta-feira à noite, o presidente americano, Donald Trump, disse, durante comício na Flórida, que anunciou o aumento das tarifas sobre produtos chineses porque a China « quebrou o acordo » que ambos os países estavam costurando. Na sequência, o Ministério do Comércio chinês informou que lamentará caso as tarifas sejam de fato aumentadas, mas que está pronto para retaliar os EUA se isso acontecer.

À tarde, Trump afirmou que tem uma alternativa « excelente » ao acordo comercial com a China, mas não deixou claro se a referência era a uma contraproposta americana nas tratativas ou à imposição de tarifas maiores a bens chineses a partir desta sexta. Mesmo assim, Trump afirmou ainda ser possível chegar a um acordo nesta semana. O presidente americano também disse que recebeu uma « linda carta » do presidente chinês, Xi Jinping, e que eles provavelmente conversariam por telefone em breve. A delegação chinesa em Washington é liderada pelo vice-premiê Liu He.

Para Jan Hatzius, economista do Goldman Sachs, há uma « janela não oficial » que permite que as negociações durem mais algumas semanas antes de a China ser afetada pelo aumento das tarifas. « Observamos que os detalhes no comunicado sobre a implementação do aumento de tarifas indicam que as exportações que já saíram dos portos chineses antes de 10 de maio não estarão sujeitas ao aumento », escreveu Hatzius em relatório. « Isso cria uma janela não oficial, potencialmente com duração de algumas semanas, na qual as negociações podem continuar e gerar um prazo ‘suave’ para chegar a um acordo ».

Historicamente afetado pelo imbróglio comercial entre os dois países, o subíndice industrial do S&P 500 recuou 0,20%, em 639,30 pontos, com a 3M (-1,85%) e a Boeing (-1,0%) entre as cinco piores performances do Dow Jones. Ainda no mundo corporativo, os papéis da Chevron subiram 3,14% após a companhia anunciar que não fará nova oferta para comprar a Anadarko Petroleum.



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