Dólar passa a subir com cautela sobre EUA-China e Previdência no radar


O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (10), com um viés de baixa, em linha com a desvalorização externa frente outras divisas de países emergentes exportadores de commodities, mas logo depois inverteu para o lado positivo ante o real.

Segundo operadores, predomina um pano de fundo de cautela com as negociações comerciais sino-americanas, que prosseguem nesta sexta mesmo após o entrada em vigor da sobretaxação americana a produtos chineses. No Brasil, sinais de possível desidratação significativa da proposta de reforma da Previdência na comissão especial da Câmara sustentam também desconforto entre investidores.

Às 11h, o dólar à vista estava caía 0,27%, a R$ 3,9407.

A alta de 0,57% do IPCA de abril divulgada mais cedo pelo IBGE veio perto do piso das projeções do mercado (0,54%) e abaixo da mediana (0,63%), ajudando a apoiar um viés de baixa nos juros futuros. Contudo, o indicador fica em segundo plano. Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 4,94% em abril, após 4,58% em março, abaixo da mediana de 5,00% (intervalo de 4,90% a 5,10%).

Mais cedo, após uma série de mensagens no Twitter em que dizia « não ter pressa » nas negociações com a China e que já estava em andamento o processo para impor tarifas sobre mais US$ 325 bilhões em produtos chineses, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a voltar atrás e apagou as mensagens. Em seguida, porém, voltou a veicular as declarações e postou uma defesa de sua estratégia no assunto.

Além de repetir os tuítes anteriores, Trump argumentou que as tarifas trarão « muito mais » riqueza aos EUA do que mesmo um acordo « fenomenal » faria. Além disso, « são muito mais fáceis e rápidas », comentou. O presidente ainda garantiu que as tarifas tornarão os EUA « muito mais fortes » e que Pequim não terá a oportunidade de renegociar o acordo no último minuto.

Mais cedo, Trump havia afirmado que já está em andamento o processo sobre tarifa de 25% sobre outros US$ 325 bilhões em produtos chineses. Nesta sexta entrou em vigor um aumento na tarifa de 10% para 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos do país asiático. Ao mesmo tempo, as partes continuam a negociar em Washington nesta sexta.



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