Caminhoneiros querem protesto no dia 19; paralisação de 2018 consumiu até 0,3% do PIB


Desde 3 de maio, quando a Petrobras anunciou o aumento de 2,5% no preço do diesel, caminhoneiros voltaram a gravar vídeos chamando para manifestações. A data agora é dia 19 de maio, em Brasília. A ideia é reunir caminhões no estacionamento do estádio Mané Garrincha.

Em vídeo, Marconi França, caminhoneiro de Recife, em Pernambuco, diz que o objetivo do ato é « dar uma pressão nesse governo ». Ele é um dos representantes da categoria que tem se encontrado com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. O caminhoneiro também trocava mensagens com o ministro Onyx Lorenzoni, da Casa Civil, sobre as ações do governo para a categoria. « Embora já tivéssemos concordado com a data de 20 de julho, eu estou vendo que esse governo promete demais e pouco faz », afirma França.

O prazo citado refere-se à implementação de medidas que aumentarão a fiscalização da tabela do frete. « O governo está sendo muito democrático, muito político. Está prometendo muito e agindo pouco », afirma. Marconi pede que haja um subsídio para a variação no preço do petróleo até o fim de julho. Após a greve de 2018, o então presidente Temer definiu um subsídio de R$ 0,46 por litro de diesel até dezembro de 2018.

Na última quinta-feira, na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, Vander Francisco Costa, presidente da Confederação Nacional das Transportes (CNT), também reclamou do preço do diesel. « Não temos capacidade técnica para suportar aumento de preços diários, quinzenais ou mesmo mensais », afirmou durante audiência.

O presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse que as coisas estão « fervendo » nos grupos de WhatsApp monitorados pela entidade – 150 mil caminhoneiros fazem parte desses grupos. Lideranças de caminhoneiros de grupos opostos, Wallace Landim, o Chorão, e Wanderlei Alves, conhecido como Dedeco, são contrários a uma nova paralisação. « Enquanto não acabar com todas as minhas fichas, eu vou continuar lutando e conversando com o governo. Greve é o nosso último recurso », afirma Landim. A paralisação dos caminhoneiros, que completa um ano neste mês, tirou entre 0,1 e 0,3 ponto percentual do crescimento do Brasil em 2018, quando a economia se expandiu 1,1%. Essa é a leitura que os economistas fazem, hoje, do evento que parou o Brasil por 11 dias, derrubando a produção da indústria e a confiança de empresários e consumidores.

 



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