CSN enxerga oportunidades de crescimento do setor de aço no Rio Grande do Sul


Os indicadores apresentados pela indústria de transformação no Rio Grande do Sul apontam oportunidades de crescimento do setor de aço no Estado – no primeiro trimestre, a alta foi de 5%. A avaliação é do diretor Executivo Comercial da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e vice-presidente da Associação do Aço do Rio Grande do Sul (AARS), Luis Fernando Martinez, que palestrou na sede da AARS no final da manhã de ontem, em Porto Alegre. « No Estado, Caxias do Sul e região são grandes consumidores de aço, e lá podem aproveitar o crescimento dessa indústria (do aço), uma vez que são potenciais compradores », avaliou Martinez.

« O Rio Grande do Sul conta com a presença de marcas automotivas líderes de mercado, como a General Motors. Também a Randon continua crescendo, e outras empresas começam a estudar a possibilidade de trabalhar a exportação de seus produtos. » Martinez avalia ainda que o segmento de bens de capital – máquinas, equipamentos e implementos agrícolas e industriais, « que desempenha um papel fundamental na economia gaúcha » já começa a se recuperar no Estado e também em outras regiões.

« Apesar do cenário negativo da economia do País, que ganha destaque diário na mídia, a perspectiva da CSN é de que, a partir da reforma da Previdência, que deve acontecer no início do terceiro trimestre, o Brasil volte a andar nos trilhos », opina Martinez. O diretor da CSN admite que o andamento do projeto no Congresso está « difícil », mas que é « fundamental para o País deslanchar ». « Atualmente, há muitos projetos engavetados. Mas, quando o nível de confiança do empresariado retornar, o consumo também voltará a acontecer, porque a demanda é grande em todas as regiões », opinou.

Ainda no que se refere ao cenário nacional, Martinez destacou que outro segmento que registrou crescimento « interessante » no primeiro trimestre foi o de produtos de linha branca. « No mês passado, o índice de desempenho deste segmento foi de 11%, o que mostra que o Brasil tem ampla capacidade de consumo. » Ele ressaltou aos empresários do setor de aço que a expectativa de novas oportunidades no Estado também contempla o fornecimento de matéria-prima para fabricantes de reboques, semirreboques e carrocerias. « Segundo os índices de crescimento do primeiro trimestre, o desempenho destas indústrias foi bastante forte, com alta de 25% », argumentou.

Para o dirigente da CSN, o polo metalmecânico presente no Rio Grande do Sul contribui para que seja um dos estados com índices de crescimento mais elevados no PIB da indústria de transformação brasileira. « É o que apresenta maior nível de emprego e cuja taxa de desemprego (em torno de 7%) é menor que a média nacional », completou. Para Martinez, entre as soluções que podem contribuir para tornar a indústria metalmecânica gaúcha mais competitiva está o investimento em alternativa para logística, onde os custos ainda são muito caros, segundo ele.

« Temos discutido muito sobre a reativação da ferrovia para unir o Sudeste ao Sul, e sobre transporte de cargas marítimo, via cabotagem. » Para que isso se torne uma realidade, Martinez observa que é necessário um projeto robusto e integrado de desenvolvimento para a região. « São ações que estão acontecendo, com previsão de se concretizarem a curto e a médio prazos (com modernização dos portos e ativação do trecho do ramal ferroviário para o Sul). »



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