Brasil precisa de reformas para atrair estrangeiros


O presidente da Firjan (Federao das Indstrias do Estado do Rio de Janeiro), Eduardo Gouva Vieira, diz que o vigor do investimento estrangeiro no Brasil est atrelado a reformas estruturais e indiferente ao teor mais ou menos incendirio de discursos e polticas na rea comportamental.

« O capital egosta, por definio. No quer saber se somos bonzinhos ou no, quer saber (qual ) o retorno possvel », afirma ele, que participou ontem de um frum em Paris com empresrios.

A delegao brasileira incluiu o ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto Santos Cruz, o presidente da CNI (Confederao Nacional da Indstria), Robson Braga de Andrade, e outros presidentes de federaes estaduais da indstria.

Cruz falou sobre o programa de privatizaes do governo Bolsonaro e as parcerias pblico-privadas como janelas de entrada no mercado brasileiro.

« A (reforma) da Previdncia basal, mas h tambm a tributria e, para diminuir a dvida, as desestatizaes », diz Vieira. « Tenho certeza de que a da Previdncia vai avanar. Ningum trabalha com outro cenrio. » Para ele, « a dificuldade transmitir a entrelinha, (mostrar que) o crculo prximo do presidente pode dizer o que bem entender, mas que ele no vai fazer maluquice ».

Vieira aponta a explorao do petrleo offshore como seara em que o aporte estrangeiro ser instrumental nos prximos anos. « Hoje, exportamos leo cru e importamos derivados do petrleo, porque no investimos em refinarias. Quando se privatizar metade do parque de refino, haver investidores interessados nisso. »

Na avaliao do dirigente, « estamos, hoje, em estado melhor do que em 2018: os poderes funcionam, goste-se ou no de suas decises, a opinio pblica est atenta, a imprensa livre, e a democracia, slida ».

« Onde voc tem esses trunfos, e ainda por cima com uma enorme massa de consumidores potenciais? Na ndia? Vai viver l, com a ‘democracia curiosa’ que eles tm. A China no existe como democracia. No por que o Brasil elegeu uma pessoa com quem no se concorda plenamente que o Pas vai piorar. »

O chanceler Ernesto Arajo disse que o governo est elevando as relaes com a China a um patamar ainda maior do que no passado. « Desejamos criar oportunidades novas (com a China) para os exportadores brasileiros e novas oportunidades para investimentos », disse.

Arajo afirmou que no existe nenhuma « contradio » em manter relaes simultneas e de alto nvel do Brasil com a China e com os Estados Unidos, outro pas que, segundo ele, mantm tradicionalmente um excelente fluxo de comrcio e de investimentos com o Brasil.

« No h contradio (entre parcerias simultneas com a China e com os EUA). Em ambos os casos, podemos ter relaes muito profcuas, no h nenhuma animosidade, no h problema algum », disse.

Lembrando que a China o maior parceiro comercial do Brasil, Arajo disse que o governo est incentivando o crescimento do dilogo bilateral de forma a abrir « novas avenidas tanto no comrcio quanto nos investimentos ».

O fluxo do comrcio bilateral alcanou, em 2018, US$ 98,9 bilhes. As exportaes brasileiras alcanaram US$ 64,2 bilhes, enquanto as importaes atingiram US$ 34,7 bilhes. Dados do Banco Central assinalam que, at 2018, a China tinha um estoque de investimentos US$ 69 bilhes no Brasil.

Para incentivar as relaes bilaterais, o presidente Jair Bolsonaro viajar em setembro para a China. O presidente chins Xi Jinping tambm vir ao Brasil para participar da 11 Cpula do Brics, grupo de pases que rene Brasil, Rssia, ndia, China e frica do Sul, em novembro.



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