Barragens não concluídas na Fronteira Oeste drenam os lucros no campo


Iniciadas há mais de uma década, e ainda inconclusas, as barragem de Taquarembó, em Dom Pedrito, e do Arroio Jaguari, entre São Gabriel e Lavras do Sul, poderiam estar amenizando a atual crise hídrica e os prejuízos no campo na Fronteira Oeste do Estado. A estimativa da Associação dos Usuários da Água da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria (AUSM) é de que, juntas, as duas unidades representariam R$ 600 milhões extras no agronegócio local, somando custos reduzidos de irrigação e Valor Bruto de Produção (VBP) adicionado. O número é destacado pelo presidente do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Santa Maria, Eldo Frantz, para exemplificar a importância econômica da obra _ além, claro, da segurança para o abastecimento de água aos moradores da região.

“Somadas, as barragens poderiam armazenar quase 230 milhões de metros cúbicos de água. Além de garantir o abastecimento de seis cidades da região, facilitaria e reduziria custos de irrigação de 51 mil hectares de lavouras e pastagens”, detalha Frantz.

A má notícia é o fato de que estão paradas as duas obras que poderiam amenizar os danos da atual estiagem, mas há boas perspectivas de que ambas tenham andamento em 2020, avalia Frantz. Isso porque os recursos para conclusão estariam assegurados pelo governo federal. Hoje, diz o presidente do comitê que acompanha os projetos, 85% das obras de Taquarembó estão finalizadas e uma empresa reavalia, agora, os investimentos necessários para a conclusão. Depois dessa análise, uma nova licitação será feita para dar andamento aos trabalhos. No caso de Jaguari, cerca de 60% dos projeto foi concretizado até o momento, estima Frantz

De acordo com a Secretaria Estadual de Obras e Habitação, após a ordem de início dos serviços para a supervisão das obras na barragem Taquarembó, em novembro do ano passado foram contratadas as empresas Magna Engenharia Ltda. e Engevix Engenharia e Projetos S/A para finalizar os levantamento das novas necessidades e custos para sua conclusão. Com investimento de R$ 109 milhões, a primeira fase da obra já foi concluída. A segunda fase, menos complexa, contou com R$ 82 milhões e tem 26% dos serviços executados. O empreendimento está paralisado desde 2017.

Já a primeira fase da obra da barragem Jaguari está 90% concluída, e a segunda fase tem apenas 18% finalizados. Até agora, foram investidos R$ 65 milhões no projeto, segundo o governo do Estado, e a a previsão de investimento para a conclusão dos serviços é de R$ 130 milhões. No caso de Jaguari, as obras nunca foram totalmente paralisadas. Ainda de acordo com o governo gaúcho, o Ministério de Desenvolvimento Regional comprometeu-se com o repasse de R$ 33 milhões no exercício 2019-2020 para a continuidade dos trabalhos nas duas barragens.





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