Bolsas da Europa fecham em alta, com comércio, balanços e coronavírus no radar


As bolsas europeias fecharam em geral com ganhos nesta quinta-feira (6), com exceção de Lisboa. Os mercados acionários foram apoiados por um anúncio da China de redução de impostos sobre produtos americanos, no âmbito do acordo bilateral. A notícia positiva para o comércio global se sobrepôs aos temores sobre os impactos do coronavírus, com investidores também atentos a balanços corporativos.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 0,44%, em 425,49 pontos, após atingir recorde intraday nesta quinta em 426,70 pontos.

Na China continental, o número de infectados pelo coronavírus já ultrapassa 28 mil, com ao menos 563 mortos. Cientistas lutam para responder à doença, buscando uma vacina e medicamentos para tratá-la, enquanto analistas fazem as contas sobre potenciais impactos na economia chinesa e, consequentemente, no mundo.

Segundo o Financial Times, a Fiat Chrysler pode fechar uma fábrica na Europa em breve, sendo forçada a interromper a produção diante da dificuldade de conseguir algumas partes de veículos de fornecedores chineses.

Nesta quinta, porém, o clima foi de mais otimismo nas bolsas europeias. A China anunciou que cortará pela metade as tarifas sobre US$ 75 bilhões em produtos dos EUA, como parte da fase 1 do acordo comercial entre os dois países. O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, comentou que tarifas americanas também devem ser cortadas, nas próximas etapas do entendimento.

Presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde discursou e disse que o crescimento moderado na zona do euro adia o repasse dos aumentos de salários para os preços, de modo que a inflação segue contida. Por isso, ela argumentou que a economia da região continua a necessitar do apoio de uma política monetária acomodatícia.

Entre as ações em foco, o papel da ArcelorMittal em Londres subiu 9,64%, após a siderúrgica registrar lucro acima do esperado pelo mercado. Na Bolsa de Londres, o índice FTSE 100 fechou em alta de 0,30%, em 7.504,79 pontos, mesmo após o Reino Unido confirmar o terceiro caso de pessoa infectada por coronavírus, segundo a mídia local.

Em Frankfurt, o índice DAX avançou 0,72%, a 13.574,82 pontos. Deutsche Bank se destacou, em alta de 12,90%, após o fundo de investimentos Capital Group, sediado em Los Angeles, informar que possui uma fatia de 3,1% do banco alemão.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 teve alta de 0,88%, a 6.038,18 pontos. O papel do Société Générale fechou com ganho de 1,02%, após registrar queda no lucro em 2020, mas previu lucro maior ao longo do ano atual. Ainda entre os bancos franceses, BNP Paribas avançou 1,61%.

O índice FTSE MIB, da Bolsa de Milão, subiu 1,05%, a 24.490,35 pontos. O papel da Eni recuou 0,45%, mas UniCredit se destacou, em alta de 8,15% após balanço que superou a previsão.

Em Madri, o Ibex 35 avançou 0,96%, a 9.811,30 pontos, com a ação do BBVA em alta de 3,51%. Na contramão da maioria, na Bolsa de Lisboa o índice PSI 20 recuou 0,29%, a 5.287,35 pontos.





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