Biden é favorito e deve ter vice mulher, mas ‘coisas podem mudar’ – Notícias




O pré-candidato democrata Joe Biden caminha para ser o escolhido do partido para enfrentar Donald Trump nas eleições gerais americanas de novembro. Mas a indicação ainda não está garantida e as coisas podem mudar, o que tiraria o vice-presidente da gestão Obama do páreo. O alerta é do cientista político Cal Jillson, da SMU (Southern Methodist University), no Texas.


Em entrevista à Record TV, em Dallas, Jillson relembrou os percalços de Biden na corrida eleitoral, uma vez que ele começou mal a disputa interna do partido. “[Biden] é o último ex-vice-presidente e muita gente gosta dele, mas ele foi mal em alguns eventos de início de campanha. Ele também não é particularmente um bom debatedor”, diz.





Porém, o perfil “democrata socialista” de Bernie Sanders acendeu a luz amarela dentro da legenda. “Muitos membros do partido disseram: ‘Não, a gente não pode ter isso. Nós precisamos procurar uma alternativa”. E Joe Biden se tornou essa alternativa”, explica o cientista político.


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Para o especialista, Biden deve manter esse crescimento, porque, dentro de duas semanas, dez estados vão definir o preferido para disputar a Casa Branca pelo partido. “É possível também que nenhum deles — nem Biden nem Sanders — tenha a maioria para serem indicados, então, eles têm que barganhar apoio como um sistema parlamentarista para ser escolhido e enfrentar Donald Trump”, adverte.


“As coisas podem mudar porque elas já mudaram algumas vezes anteriormente. Sanders parecia muito forte no começo, agora o ex-vice-presidente Biden causou uma reviravolta, conquistou a preferência e agora está liderando a corrida para ser nomeado”, ressalta.



Apoio de desistentes



Além da preferência da maior parte dos delegados até aqui, Biden tem uma boa vantagem no quesito apoio de outros pré-candidatos que desistiram da disputa. O principal deles, na visão do cientista político, é o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg.


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“Diante da boa performance de Biden, houve a desistência de vários concorrentes, com o endosso à campanha dele. E, provavelmente, o mais importante foi o apoio de Michael Bloomberg, um dos homens mais ricos do mundo, que investiu US$ 500 milhões de dólares na campanha e saiu do jogo. E ele disse que iria apoiar Joe Biden e usaria dinheiro para apoiá-lo, o que é muito louvável, porque Donald Trump já tem o dinheiro para a campanha à reeleição”, explica.



Mulher afro-americana como vice



Para o especialista da SMU (Southern Methodist University), se Biden for mesmo o escolhido para representar o partido Democrata nas eleições, há grandes chances de uma mulher ocupar o posto de vice. Mais ainda, deve ser uma mulher afro-americana.


“Sempre há um cálculo sobre qual o vice-presidente vai ajudá-lo a vencer o pleito. Acho que uma mulher como vice-presidente é praticamente certo. Talvez, uma mulher afro-americana”, aposta. Entre as alternativas, estão Stacey Abrams, da Geórgia, que o ajudaria muito no sul, e Kamala Harris, que é senadora pela Califórnia.



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