Altos e baixos na pandemia marcam véspera de abertura na Europa – Notícias



A pandemia de covid-19 registra altos e baixos em diferentes países, enquanto o mundo soma mais de 4 milhões de casos confirmados da doença e a Europa se prepara para avançar na retomada de atividades e o relaxamento de medidas de isolamento.


De acordo com o mapeamento da Universidade Johns Hopkins, 4,1 milhões de pessoas já tiveram o diagnóstico de covid-19 confirmado em todo o mundo. A curva de contágios continua com uma aceleração constante de 500 mil casos a cada 6 dias. Enquanto, países da Europa registram dados animadores, a Rússia e as Américas vivem momentos críticos.


A França comemorou a queda acentuada no número diário de mortes por covid-19 registradas nas últimas 24 horas. Foram 70 óbitos, o menor número desde o início do confinamento, decretado em 17 de março.


O país se prepara para iniciar a segunda fase das medidas contra a pandemia nesta segunda-feira, saindo do confinamento para o isolamento social. A partir de amanhã, a população poderá voltar às ruas sem explicar oficialmente o motivo. O uso de máscaras será obrigatório nos transportes públicos, e lojas poderão reabrir. Além disso, quase 90% das escolas retomarão atividades.


A Espanha e a Itália também seguem com números de casos em mortes em declínio e passam a partir de amanhã a adotar regras mais brandas de isolamento.


O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, fez inclusive uma declaração otimista, dizendo acreditar que os italianos poderão aproveitar o verão (que na Europa começa em junho) praticamente sem restrições.


Alemanha e Reino Unido


Por outro lado, na Alemanha, o número de novas infecções causadas por uma pessoa com coronavírus voltou a subir acima de 1, depois de cair para 0,65 nos últimos dias, de acordo com o Instituto Robert Koch de Virologia. Esta aceleração dos contágios ocorre poucos dias depois do país relaxar medidas de isolamento em todo o território.



No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou a liberação para o retorno ao trabalho de setores que não podem atuar em esquema de home office. O país tem o maior número de mortes diárias da Europa no momento, registrando 264 óbitos neste domingo.


Apesar do anúncio do premiê britânico, os governos autônomos da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte confirmaram que manterão a mensagem de « fique em casa ». Na Inglaterra, no entanto, o lema passa a ser « fiquem alertas ». Saídas ilimitadas também estão autorizadas a partir da quarta-feira.


Américas com curvas aceleradas



O continente americano tem o país com o maior número de casos e mortes no mundo, os EUA, com 1,3 milhões de infecções confirmadas e quase 80 mil óbitos. A situação parece se abrandar em Nova York, epicentro da pandemia no país, mas estados como a Flórida ainda registram um gande número de novos casos, apesar de indicarem a retomada de atividades.


Já o Brasil experimentou uma aceleração nos números nesta semana e alcançou a sexta posição entre os mais afetados. Na América Latina, o Peru e o México também enfrentam números em alta.


Situação na Ásia


Na Ásia, o domingo foi marcado pelo registro de um caso de covid-19 em Wuhan, cidade que foi o primeiro epicentro do novo coronavírus e não tinha nenhuma nova infecção desde 3 de abril.


Já a Coreia do Sul vê um ressurgimento da doença com preocupação. O país relatou neste domingo 34 novos casos de coronavírus, o maior número diário desde 9 de abril, devido a um surto em uma área tradicional de vida noturna em Seul.


O Japão, por sua vez, lida com um dos pontos mais críticos da pandemia até agora. Tóquio registrou 90% de ocupação dos leitos destinados a pacientes de covid-19 neste domingo.


Rússia em situação crítica


Enquanto isso, a Rússia excedeu 200.000 casos, dobrando o número de infecções em apenas dez dias, aos quais devem ser adicionadas pelo menos 1.915 mortes desde o início da pandemia local.


Nas últimas 24 horas, 11.012 outros casos foram detectados, 42% deles sem sintomas, elevando o número de infecções para 209.688, colocando a Rússia em quarto lugar nos países afetados pela doença, a uma curta distância do Reino United (215.800).


Moscou continua a ser o epicentro da epidemia na Rússia e um dos maiores focos do mundo. Com os 5.551 casos registrados desde ontem, já existem 109.740 infecções na região de Moscou.


Segundo dados oficiais, mais de 80% dos novos casos correspondem a pessoas com menos de 65 anos de idade.



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