Afeganistão não combate o tráfico de pessoas, dizem Estados Unidos – Notícias



Os Estados Unidos incluíram, nesta quinta-feira (25), Afeganistão, Nicarágua, Argélia e Lesoto na lista de países que não fazem o suficiente para combater o tráfico de pessoas, medida que pode levar à imposição de sanções, e mantiveram outros, entre eles Venezuela, Cuba, Rússia, Irã e Coreia do Norte.


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« Os EUA não ficarão parados enquanto outros governos sujeitam os seus cidadãos ao tráfico de pessoas e os oprimem », disse o secretário de Estado, Mike Pompeo, ao apresentar o relatório anual sobre o tráfico de pessoas relacionado a 2019.


A inclusão nesta lista pode acarretar sanções como o congelamento da ajuda não humanitária e não comercial a países sancionados e a exclusão de empréstimos de instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI).


Esta lista conta atualmente com 19 países, três a menos do que no ano passado. Desta vez, entraram Nicarágua, Afeganistão, Argélia e Lesoto, e saíram sete: Arábia Saudita, Mauritânia, Gâmbia, Guiné Equatorial, República Democrática do Congo, Butão e Belarus.


A Nicarágua esteve em uma lista de observação durante três anos consecutivos. Neste ano, o Departamento de Estado decidiu punir o país por não « cumprir integralmente as normas mínimas para a eliminação do tráfico de pessoas e não fazer esforços significativos ».


Especificamente, os EUA apontaram a falta de investigações judiciais e condenações contra traficantes de pessoas, além da vulnerabilidade das vítimas e a « corrupção endêmica entre funcionários e cumplicidade generalizada » no seio do governo neste tipo de crimes.


O Afeganistão foi colocado na lista pela falta de políticas para acabar com o tráfico, que é particularmente cruel para as crianças, recrutadas para a guerra e exploradas sexualmente.


Os EUA afirmam que a prática de Bacha Bazi, com crianças forçadas a se travestir e dançar para homens, sendo frequentemente escravizadas e abusadas sexualmente, se propagou no dentro da polícia e do Exército afegãos.



De acordo com o relatório, a polícia e principalmente os comandantes dos postos de controle em locais remotos abusam destas crianças. O Ministério do Interior afegão negou as denúncias e se recusou a abrir investigações, para que os crimes fiquem impunes, aponta o documento.


Neste ano, pela primeira vez, o relatório utiliza o termo « tráfico de pessoas autorizado pelo Estado » para se referir aos governos que não só não protegem os cidadãos, mas atuam como traficantes, disse John Richmond, o chefe da unidade diplomática dos EUA contra o tráfico humano.


Os Estados Unidos apontam para dez países como « patrocinadores » do tráfico de pessoas: Afeganistão, Belarus, Mianmar, China, Cuba, Eritreia, Coreia do Norte, Rússia, Sudão do Sul e Turcomenistão.


O Departamento de Estado calcula que 25 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem com o tráfico de pessoas, número equivalente à população da Austrália.



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