Apenas 3,1% das lojas de vestuário gaúchas tiveram ganhos durante a pandemia


Apenas 3,1% das pequenas lojas de vestuário gaúchas registraram ganhos durante o período da pandemia, aponta pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens e Serviços do Estado (Fecomércio-RS). De acordo com a Sondagem de Segmentos para Vestuário, divulgada nesta terça-feira (7), 41,1% reportou ter perdas superiores a 50% e 1,0% afirmou que seu negócio estava fechado. Entre os entrevistados, 83,1% aplicou alguma medida para aumentar ou evitar a queda das suas vendas nesse período.

Quanto ao financiamento do negócio, 49,9% disseram que estavam utilizando capital próprio para pagar contas da empresa e 9,1% afirmou ter tomado empréstimos. Ainda, 2,9% afirmou ter tentado pedir empréstimos, mas não conseguiu acesso aos recursos.

Outro número que se destacou foi relativo à mão de obra: 59,2% dos entrevistados disse ter alterado a força de trabalho. Entre estes, 42,5% reportou que aplicou redução da jornada com redução de salários, 33,8% suspenderam contratos e 39,0% responderam que demitiram.

Segundo a Fecomércio-RS, o segmento de vestuário tem sido um dos mais afetados pela crise da Covid-19, em decorrência das ações de fechamento do comércio não essencial. “A pandemia pegou a população de surpresa. Chegou de repente e simplesmente não sabemos quando tudo isso vai acabar. Entretanto, já ficou muito claro que o comércio varejista está entre os grandes perdedores dessa crise e o segmento de varejo de vestuário foi um dos mais prejudicados”, afirmou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS.

A pesquisa ouviu 385 micro e pequenas empresas optantes do Simples, de todo o Estado, do segmento de varejo de vestuário, entre os dias 27 de maio e 08 de junho de 2020.








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