Área plantada de trigo pode subir 23% no Rio Grande do Sul, diz Conab


No Rio Grande do Sul, com a safra de verão tendo uma perda consolidada de 29,9% segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com a colheita de 22,73 milhões de toneladas de grãos (contra 32,44 milhões no ciclo 2018/2019), a atenção do setor agrícola agora se volta para as lavouras de inverno. De acordo com o 10º Levantamento de Grãos da Conab, divulgado nesta quarta-feira (8), a área plantada com trigo no Estado deve alcançar 905,2 mil hectares, um aumento de 23% ante os 735,9 mil hectares de 2019.

A estimativa para a área de trigo gaúcha também aumentou em relação ao levantamento divulgado em junho, quando era estimada uma área de 809,5 mil hectares para o cereal. Caso seja verificada a produtividade projetada para a cultura, de 2.750 quilos por hectare (uma redução de 8,3% ante 2019), a colheita de trigo no Rio Grande do Sul é projetada em 2,489 milhões de toneladas, o que representada um crescimento de 12,8% em relação aos 2,207 milhões de toneladas registrados no ano passado.

O aumento estimado para a colheita de trigo deve reduzir ligeiramente a perda integral da safra gaúcha 2019/2020 (culturas de verão e inverno) de uma quebra de 27,5 % (projetada em junho) para uma de 26,2% (no novo levantamento), com a produção de 26,267 milhões de toneladas, contra as 35,587 milhões de toneladas registradas no ciclo 2018/2019.

Em relação à produção total de trigo no Brasil, a Conab estima uma lavoura de 2,32 milhões de hectares, um aumento de 13,7%. A produção no País pode atingir 6,32 milhões de toneladas, aumento de 22,5% ante 2019.







Produo de gros brasileira deve ter recorde de 251,42 milhes de toneladas



A produção brasileira de grãos deverá atingir recorde de 251,42 milhões de toneladas na safra 2019/2020, o que corresponde a um aumento de 3,9%, ou 9,3 milhões de toneladas, ao colhido em 2018/2019 (242,1 milhões de toneladas), segundo o 10º Levantamento de Grãos realizado pela Conab. Em relação ao levantamento anterior, de junho, houve aumento de 888 mil toneladas.

Segundo comunicado da Conab, o « desempenho recorde na agricultura deve-se, principalmente, às colheitas de soja e milho, responsáveis por cerca de 88% da produção ». Nesta safra, a Conab estima a maior colheita já registrada para a soja, com uma produção de 120,88 milhões de toneladas, aumento 5,1% ante 2018/2019 (115,03 milhões de toneladas). « O bom resultado foi obtido, apesar dos problemas climáticos registrados principalmente no Rio Grande do Sul, com registro de produtividade média nacional maior que a da safra passada’, informou a companhia.

O reflexo da boa produção de soja pode ser visto nas exportações do produto, destaca a Conab. No primeiro semestre deste ano, o País exportou 60,3 milhões de toneladas da oleaginosa, aumento de 38% em comparação com o mesmo período do ano passado. A elevação da cotação do dólar em relação ao real contribuiu para esse número, aumentando a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. A soja e os demais produtos do agronegócio contribuíram para um saldo de aproximadamente US$ 36 bilhões na balança comercial, algo em torno de R$ 190 bilhões.

A produção de milho também deve ser a maior já registrada no País. Com a colheita realizada em 25% da 2ª safra do cereal, a expectativa é de que o Brasil tenha uma produção de 100,56 milhões de t, aumento de 0,5% ante a safra 2018/2019 (100,04 milhões de toneladas). O resultado ocorre mesmo com o atraso do plantio da soja, que provocou impacto no plantio do milho, fazendo com que parte da semeadura tenha sido feita fora do período ideal. « Em Mato Grosso, principal estado produtor, as condições climáticas foram menos favoráveis que na safra passada, o que não permitiu às lavouras expressarem todo seu potencial produtivo », explica a estatal.

O crescimento na área plantada deve compensar as influências negativas na cultura do milho. « Este aumento pode ser consequência dos preços de mercado, em níveis remuneratórios ao produtor, que incentivou o plantio », aponta a companhia.





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