Abrasel apoia ampliação do isolamento social para evitar lockdown em Porto Alegre


A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Sul (Abrasel no RS) reforçou nesta segunda-feira (20) a necessidade de ampliar restrições à circulação em Porto Alegre, com o intuito de atingir o índice de 55% de isolamento social proposto pela prefeitura. A iniciativa reitera o posicionamento divulgado por entidades empresariais no domingo (19), em apoio ao isolamento mais intenso para evitar a possibilidade de lockdown.

A associação, também signatária do manifesto direcionado à população e aos governantes, destaca que o movimento é uma forma de unir as entidades que representam os setores mais atingidos pela pandemia e buscar um posicionamento integrado e mais representativo na busca de soluções junto à prefeitura. Pesquisa feita pela Abrasel com seus associados no dia 8 de julho demonstra preocupação diante do cenário para os próximos 60 dias. Dos entrevistados, 33,1% apontam que podem fechar as portas de forma definitiva e 31% avaliam como real a possibilidade de deixar de empreender.

Além disso, o desemprego no setor deve atingir 19,5 mil pessoas, sendo que 72,3% dos associados já demitiram, mesmo suspendendo ou reduzindo a carga horária. Para os empreendedores, apenas 4,6% acreditam que conseguirão retomar o movimento anterior à pandemia. Outros 47,1% apostam na retomada entre quatro e seis meses e 48,3% acreditam em um processo mais lento, entre um ano ou mais.

A entidade afirma que somente a abertura, mesmo que de forma gradual, é capaz de evitar o fechamento de mais estabelecimentos. “É por isso que buscamos alternativas junto aos governantes para que esses números não aumentem. É por isso que apoiamos a abertura programada. É por isso que não iremos apoiar o lockdown, cogitado pela prefeitura. Ao apoiar estaríamos assinando uma carta de falência do setor”, defende a presidente da entidade, Maria Fernanda Tartoni.

Segundo ela, « se acontecer o lockdown será uma escolha do prefeito, não nossa”, por isso ressalta a necessidade de conscientização da população, para que a curva de transmissão do coronavírus diminua, e de maior planejamento nas decisões governamentais. “Chegamos a um ponto extremamente difícil, em meio a um cenário caótico para o nosso setor. São mais de 100 dias, desde o primeiro decreto, que tentamos nos manter vivos, com as portas abertas para garantir milhares de empregos e renda das famílias. Já estamos no limite. E isso é sentido por todos os setores, por isso, nos unimos para formar uma voz mais forte para sermos ouvidos pelo Executivo e também pela população, para que entendam o importante papel que tem neste momento”, enfatiza a dirigente.









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