Sindilojas e Fecomércio seguem reivindicando mais dias para operação do varejo


Atualizada 14h23min

O atual decreto para funcionamento do comércio em Porto Alegre, com limitação para abertura de lojas entre 9h e 17h, e apenas de quarta a sexta-feira, decepcionou empresários do setor varejista _ que se reúnem na tarde desta terça-feira novamente para tratar do tema. De acordo com o presidente do Sindilojas Porto Alegre e vice-presidente da Fecomércio, Paulo Kruse, a restrição não atende necessidades mínimas do setor.

“Estávamos em negociação com o município que se encaminhava para outro patamar de horário. Mas como a prefeitura da Capital também tem que cumprir o decreto estadual, não flexibilizou mais. A prefeitura já havia nos sinalizado que há espaço para ampliação”, pondera Kruse.

O Sindilojas avalia que mesmo com o decreto do governo do Estado trazendo alternativa de operação apenas parcial (em termos de dias e horários) a Capital, pelo porte e características econômicas, deveria ter maior liberdade de decisão. Kruse destaca que o setor retomará o pleito, com os governos estadual e municipal, pedindo a operação em mais dias, incluindo o sábado.

“Para os shoppings centers, nossa proposta é de abertura das 12h até 20h. É necessário que seja ampliado. Hoje ninguém mais fica passeando nos shoppings. Quem vai é para comprar quando precisa e apenas o que precisa. Ninguém quer aglomeração”, argumenta o presidente do Sindilojas.

No caso das restrições estaduais, o funcionamento do varejo limitado a quatro dias por semana (a critério de cada cidade) e a sete horas de abertura (no período entre 9h e 17h) na bandeira vermelha é um avanço em relação ao impedimento de trabalho até então, de acordo com o economista e assessora parlamentar da Fecomércio, Lucas Schifino. As criticas, porém, são direcionadas a imputar ao varejo responsabilidades pelo aumento no número de infectados pela Covid-19.

Schifino defende que em muitas regiões que permaneceram com bandeiras laranja e amarela, como em Santa Maria e Cachoeira do Sul, o comércio seguiu atuante e nem por isso as contaminações aumentaram. Isso porque, avalia o economista, comércio trabalha com protocolos de segurança que limitam muito o contágio, ao contrário da convivência das pessoas em parques e mesmo encontros entre amigos.

“Fechar lojas tem impacto social e econômico grande e que pode não ter efeito nenhuma na contenção da doença. A doença não avança por causa do comércio, mas porque as pessoas estão não aguentam mais e têm contato direto com outras pessoas cada vez mais. O comércio tem regras e os segue, porque quer continuar aberto e de forma segura”, finaliza Schifino








Source link

A lire aussi

Laisser un commentaire