Chineses relatam presença de coronavírus em frango importado do Brasil


O Escritório de Prevenção de Epidemias da cidade de Shenzen, na China, divulgou um comunicado informando que testes realizados em 11 e 12 de agosto confirmaram a presença de coronavírus em amostras de asas de frango congeladas importadas do Brasil. As amostras, segundo o número de registro divulgado (SIF601; lote: 7720051522) são originárias de um frigorífico da empresa Aurora Alimentos no munícipio de Xaxim, em Santa Catarina.

As amostras foram retiradas da superfície das asas de frango. Testes para o vírus foram feitos em pessoas que possivelmente tiveram contato com esse lote, bem como em produtos relacionados, mas todos os resultados retornaram negativos.

Os consumidores de Shenzhen foram alertados para terem cautela ao comprar comida congelada importada, bem como frutos do mar, bem como para tomar cuidados pessoais para reduzir o risco de contrair o novo coronavírus. Recentemente, segundo a Bloomberg, em outras cidades chinesas, foram relatados casos positivos de coronavirus na superfície de embalagens de frutos do mar.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (Mapa) informou em nota que, ainda na noite de quarta-feira (12), após notícia veiculada na imprensa chinesa, acionou imediatamente a Adidância Agrícola em Pequim, que consultou a Administração Geral de Aduanas da China (GACC) buscando as informações oficiais que esclareçam as circunstâncias da suposta contaminação. Até o momento, o Mapa não foi notificado oficialmente pelas autoridades chinesas sobre a ocorrência.

O Mapa ressalta que, « segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há comprovação científica de transmissão do vírus da Covid-19 a partir de alimentos ou embalagens de alimentos congelados. » Além disso, o ministério reitera a inocuidade dos produtos produzidos nos estabelecimentos sob Serviço de Inspeção Federal (SIF), visto que obedecem protocolos rígidos para garantir a saúde pública.

Em nota oficial, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que o setor produtivo está analisando as informações de possível detecção, feita por autoridades municipais de Shenzhen, de traços de vírus em “embalagem” de produto de origem brasileira, e não na superfície da carne de frango, como foi publicado em agências internacionais. Segundo a entidade, ainda não está claro em que momento houve a eventual contaminação da embalagem, e se ocorreu durante o processo de transporte de exportação. 

Além disso, A ABPA destaca que “o setor exportador brasileiro reafirma que todas as medidas para proteção dos trabalhadores e a garantia da inocuidade dos produtos foram adotadas e aprimoradas ao longo dos últimos meses, desde o início da pandemia global”.

A Associação Catarinense de Avicultura (Acav) também divulgou nota afirmando que as autoridades brasileiras estão em contato com as autoridades chinesas na obtenção de informações precisas, reiterando, contudo, que o Brasil é « um país de excelência na produção de proteína animal no mundo, seja pelo aspecto de sanidade, seja pela segurança dos processos produtivos ». A Acav afirma que as evidências científicas demonstram que « inexiste a possibilidade de contaminação em produtos de origem alimentícia, em especial nas proteínas animais, necessitando assim um esclarecimento das autoridades competentes quanto às alegações trazidas ».








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