Cais Embarcadero pode abrir para o público na segunda quinzena de dezembro


Um dos empreendimentos de lazer mais aguardados nos últimos dois anos em Porto Alegre ganhou novo prazo para estrear. Pandemia, chuva e demora em liberações de órgãos oficiais jogaram mais para frente a conclusão das estruturas para a operação do Cais Embarcadero, que vai ocupar trecho do Cais Mauá, no Centro Histórico, mais perto da Usina do Gasômetro.

Os empreendedores projetam a abertura para o público na segunda quinzena de dezembro e começo de janeiro de 2021. O Cais Embarcadero ocupará 19 mil metros quadrados, com opções de alimentação, conveniência, serviços, esportes e passeio.

“Obra só termina depois de pronta, mas estamos confiantes que faremos o softopen em meados de dezembro e começo de janeiro”, diz um dos gestores do projeto, o diretor da DC Set Eugênio Corrêa. Até agora o espaço teve investimento de R$ 6 milhões.

Até o fim de outubro, devem ser entregues as estruturas de contêineres para os operadores de lojas e serviços de gastronomia poderem começar a instalar seus equipamentos. Para poderem ocupar os ambientes, os operadores terão de ter aprovação de projetos complementares na prefeitura. Corrêa estima que leve 60 dias para que tudo esteja pronto.

« O que temos é que 90% dos empreendedores estão com 90% dos projetos complementares encaminhados », diz Corrêa.

O prazo dos empreendedores para liberação dos contêineres chegou a ser setembro e depois passou para a primeira quinzena de outubro, pois dependia da finalização da infraestrutura, contêineres, passeios e paisagismo, que será a última parte a ser concluída, que não é condição para a entrada dos operadores. 


Já o futuro da revitalização ainda não foi definido. O governo fez a rescisão do contrato da concessão, firmado em fim de 20210, com o consórcio Cais Mauá do Brasil. A desocupação de salas da antiga sede da extinta Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH) pelo consórcio ocorreu no primeiro semestre, após desfecho de ação judicial. O governo deve usar recurso do seguro dos antigos empreendedores para conservação dos prédios, que sofrem com a ação do tempo.

A chuva adiou os trabalhos de finalização. Segundo o diretor da DC Set, os trabalhos seriam feitos no fim de semana, mas o mau tempo não permitiu. A equipe trabalha deve instalar nos próximos dias os vidros que estarão na área em frente ao lago Guaíba.

O empreendedor também explica que já foram feitos ajustes nos contratos, em função de prazos e tipos de operações. Há mudança em futuros ocupantes. A pizzaria Amiche não estará mais no mix. Os donos fecharam a unidade na Capital em meio à pandemia, e recuaram do investimento na orla.

Com isso, o bar Wills que já tinha espaço ampliou para mais um módulo. « É uma pena, pois seria uma atração importante », comenta Corrêa. Já a E!Sucos, com outras unidades na cidade, entrou na operação. Outras atrações de gastronomia esperadas são o Cais Press (café), 20Barra9, Famiglia Faccin e Isoj Sushi.

Sobre o futuro da operação, o diretor da DC-Set acredita em resposta positiva no Embarcadero. 

« Se nos deixarem trabalhar, estamos bem confiantes », indica. A dúvida que paira ainda é sobre a evolução da pandemia e ainda das medidas para a liberação de eventos na Capital. O plano pré-crise sanitária era de fluxo semanal de 300 mil pessoas pela área. Este número vai depender da capacidade que for estipulada ao local.  

« Nosso objetivo é ter um calendário de eventos muito ativo, mas ainda há muita dúvida. Uma vantagem nossa é que vamos operar a céu aberto », aponta o gestor. Corrêa diz que, mesmo após tantos percalços e adiamentos, acredita que a área de lazer vai ser aberta. « Existe uma expectativa muito grande da comunidade pela entrega do empreendimento. Gostaria de cravar o início da operação, mas não posso. »

O empreendimento não tem nada a ver com a concessão para a revitalização do antigo porto, que tem como atrativo arquitetônico maior os armazéns, alguns tombados pelo patrimônio histórico. O pré-contrato entre Estado e Embarcadero foi assinado em 25 de junho por quatro anos, a partir do início da operação. Há possibilidade de ampliação, conforme o prazo de retorno financeiro dos investimentos.








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