Autoridades furam quarentena e deixam israelenses indignados  – Notícias



Em Israel, há pouca adesão pública às regras impostas sobre confinamento e escândalos por políticos que as ignoram não ajudam a melhorar a situação.


Nos últimos dias, a ministra da Proteção Ambiental, Gila Gamliel, viajou para outra cidade durante o isolamento e depois teve o diagnóstico positivo para a covid-19.

“Se vivêssemos em um país normal, Gila Gamliel teria deixado o Gabinete em um piscar de olhos. Quem pensa, entende que quem participa da tomada de decisões de políticas de fechamento severos, não pode ser ao mesmo tempo quem as viola », escreveu a comentarista do Yediot Aharonot, Sima Kadmon, em um artigo nesta terça-feira (6).

Esta é uma das muitas vozes que pediram a renúncia de Gamliel, enquanto o Ministério Público anunciava que o próprio procurador-geral, Avijai Mandlelit, decidirá se a acusará formalmente porque ela não apenas violou as regras, mas, segundo a mídia, ela escondeu às autoridades de saúde por 24 horas os dados epidemiológicos necessários para o rastreamento dos contatos.

Segundo a mídia, a ministra, que reside em Tel Aviv, viajou no dia do Yom Kippur para Tiberíades, às margens do Mar da Galiléia e a mais de 150 quilômetros de sua cidade, onde participou de um serviço religioso em uma sinagoga, apesar da proibição de reuniões em ambiente fechado e de se afastar mais de um quilômetro de casa.

Não feliz com isso, a ministra ocultou essa informação das autoridades de saúde quando, dias depois, ela deu positivo para coronavírus. De acordo com o Times of Israel, ela disse que acreditava ter sido infectada por seu motorista, algo que não combinava com o fato de que seu marido e outro parente também deram positivo para a doença, e admitiu ter trabalhado em seu escritório em Jerusalém e em Petah Tikva, mas não mencionou a viagem da família a Tiberíades.


Visitas durante os feriados


O caso de Gamliel se junta ao do deputado Mickey Levy, que na última sexta-feira, durante o feriado de Sucot, passou horas na casa de seu filho e no Ano Novo judaico (Rosh Hashaná, em 18 de setembro) recebeu a visita de três netas, apesar da proibição de visitar a casa de outras pessoas.


Ambos asseguraram que “pagarão as multas correspondentes”, mas o seu comportamento é mais uma prova do quão pouco as medidas preventivas obrigatórias são levadas a sério e do pouco exemplo nesse sentido que as autoridades dão.


O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, reclama das violações e pede seriedade, mas na Páscoa, quando as visitas também eram proibidas, ele recebeu seu filho em sua residência oficial para um jantar tradicional.


O presidente, Reuvén Rivlin, fez o mesmo com sua filha. Vários ministros, deputados e prefeitos quebraram as regras.


Apesar das profusas desculpas públicas, esses comportamentos não ajudam a convencer os israelenses a cumprirem o confinamento, que o governo impôs até o próximo dia 14 e que pode ser prolongado.



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