Braskem deve expandir fábrica de plástico verde, que completa dez anos


Ao completar dez anos de operação em 2020, a planta do chamado plástico verde (fabricado a partir do etanol oriundo da cana-de-açúcar) da Braskem continua sendo um marco importante para a indústria de biopolímeros no Brasil e para o setor químico que busca um menor impacto ambiental nas suas atividades. Localizada no polo petroquímico de Triunfo, a unidade tem capacidade para gerar até 200 mil toneladas de eteno verde (insumo que depois é utilizado na produção das resinas polietileno e EVA) e a empresa estuda a possibilidade de aumentar a capacidade do complexo dentro dos próximos três anos.

« Acredito que a gente deve falar de uma expansão um pouco menor para 2023 e, em médio e longo prazo, pensando em 2025 e 2026, talvez algo maior », comenta o líder comercial de soluções sustentáveis da Braskem, Alex Duarte. Ele adianta que a ampliação de menor porte será na própria planta que já opera em Triunfo, entretanto a maior não será feita necessariamente no Rio Grande do Sul. Os números dessas prováveis expansões não foram definidos ainda, mas Duarte aponta que o primeiro incremento não chegaria a dobrar a capacidade atual de fabricação de eteno verde, porém o segundo movimento poderá até mais que duplicar esse potencial.

A Braskem também não abandonou a ideia de produzir o polipropileno verde, proposta que foi levantada desde a inauguração do complexo de polietileno verde (ocorrida em 24 de setembro de 2010). O polipropileno é uma resina empregada em diversos campos da economia, como na indústria automotiva, artigos da linha branca (geladeiras, máquinas de lavar etc), entre outros. Já o polietileno verde é usado na fabricação de sacolas, embalagens rígidas, tampas, filmes para alimentos e o EVA é utilizado, principalmente, em componentes de calçados.

Duarte lembra que o polietileno verde foi uma resposta para o desenvolvimento da química sustentável. « Naquela época, ainda em estágio inicial, o mundo inteiro buscava uma solução sustentável e a Braskem encontrou no polietileno verde esse caminho », destaca. Ele informa que uma tonelada de plástico verde produzido captura 3,09 toneladas de dióxido de carbono da atmosfera (devido à fotossíntese da cana-de-açúcar que virará o etanol que servirá de matéria-prima para a resina) ao invés de emitir 1,79 tonelada se fosse com o produto fóssil.

O polietileno e o EVA (que ingressou em 2018 no portfólio das resinas renováveis da Braskem) estão inseridos na marca I’m green do grupo. Essa designação na companhia hoje, além dos produtos renováveis, representa as resinas recicladas e que utilizam os conceitos misturados.

Duarte recorda que entre os fatores que fizeram a empresa escolher Triunfo para sediar o empreendimento do plástico verde estavam a diversidade e a capacidade das plantas do polo petroquímico gaúcho, que podem operar tanto com polietilenos de baixa como de alta densidade.

Além disso, o complexo no Rio Grande do Sul está mais próximo do centro produtor de álcool, no estado de São Paulo, do que a Bahia, onde a Braskem também tem intensa atividade de produção de resinas. O etanol chega na unidade em Triunfo através dos modais ferroviário e rodoviário. Do total da atual fabricação de plástico verde da Braskem, em torno de 25% é destinado para a América Sul e 75% para Europa, América do Norte e Ásia. O líder comercial de soluções sustentáveis da Braskem salienta ainda que a companhia se comprometeu a neutralizar as suas emissões de carbono até 2050 e os biopolímeros e a química sustentável significarão uma parte relevante para atingir esse objetivo.








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